2.1.13

Chavez

Hugo Chavez, presidente da Venezuela, atravessa uma fase delicada da sua vida, vítima de uma grave doença.

O destino político da Venezuela não é indiferente para Portugal. Uma grande comunidade nacional vive naquele país da América Latina, cuja estabilidade política e social é indispensável ao prosseguimento da sua atividade, assente nos mais diversos setores da sociedade venezuelana. So podemos esperar que, para eles e para todos os venezuelanos, tudo acabe por correr sem grandes sobressaltos.

Como personalidade polémica e controversa que é, sobre Hugo Chavez contam-se imensos episódios. Para a memória coletiva internacional, ficou a expressão "por qué no te callas?!", dita de forma irada pelo rei Juan Carlos, quando o primeiro ministro José Luiz Zapatero, com sentido de Estado, defendia a honra do seu predecessor ausente, José Maria Aznar, que havia sido posta em causa por Chavez e que este continuava a comentar criticamente em voz alta.

Nesses fóruns latino-americanos, as picardias entre Aznar e Chavez era habituais. Conto aqui uma delas, que me foi relatada por um dos presentes. Cansado das posições assumidas numa sessão pelo chefe do governo espanhol, Chavez anunciou que ia contar uma história.

A cena tem lugar numa sala de barbeiro, em Caracas. O profissional ensaboara a cara do cliente e dedicava-se, de lâmina bem afiada, à difícil tarefa de escanhoar o rosto. A certo passo, talvez estranhando o sotaque do cliente, o barbeiro perguntou-lhe de onde vinha. O homem respondeu que era espanhol. Ouvido isto, o barbeiro foi-se com a lâmina ao pescoço do homem e logo ali o deixou prostrado.

As pessoas presentes no barbeiro estavam estupefactas. Por que diabo tinha tido aquela atitude? Só porque o homem disse que era espanhol? Ao que o barbeiro, determinado, esclareceu das suas razões, numa tirada histórica: "Porque os espanhóis nos exploraram, nos saquearam e mataram milhares dos nossos compatriotas. Foi para os vingar!" Alguém adiantou: "Mas isso já foi há séculos!" Ao que o barbeiro retorquiu: "Está bem, mas só ontem é que eu soube!"     

Ninguém me disse, mas eu posso imaginar algumas das ilações que Chávez possa ter tirado da historieta para dar mais uma navalhada verbal no seu "hermano" madrileno, seu inimigo de estimação.

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