1. As pessoas estão tristes. Pior: a cidade está triste. Às tantas, é mesmo o país que está triste. Logo verei.
2. É impressão minha ou os taxistas estão mais simpáticos? E passam fatura sem a pedirmos: estamos (estão) a chegar à Europa!
3. Os hotéis estão baratos, mas tenho a sensação de que, um destes dias, vamos passar a pagar pela utilização dos elevadores.
4. Os pratos de alguns restaurantes mantêm preços razoáveis, mas a avalanche dos "petiscos" das entradas (não solicitados) torna-se quase assediante.
5. Foi preciso uma crise para a livraria do Apolo 70 fechar à hora de almoço, coisa que não acontecia há muitas décadas. Acabei por ir à Bertrand do Campo Pequeno: o empregado tinha judiciosas interpretações sobre a colonização portuguesa no Brasil e o modo como os brasileiros lidam com isso. Notável!
6. É lamentável, mas compreensível, a extrema rarefação do atendimento nas lojas.
7. Magníficas, as castanhas assadas pela rua.
8. O que pensará um estrangeiro a quem alguém traduza que o autocarro 736 vai para o "Senhor Roubado"? O mesmo, com certeza, que o espantará (ou, então, não, o que é pior) ao verificar que dois dos maiores palácios de Lisboa sejam o da "Ajuda" e das "Necessidades". E há tantos anos que se chamam assim...
9. Temos de dar a volta a isto. À tristeza, claro. Antes que ela nos dê a volta a nós. Já faltou menos.
Em tempo: leiam o comentário (assustador!) de Isabel BP, que eu gostaria de ter escrito: é isso mesmo!
Em tempo: leiam o comentário (assustador!) de Isabel BP, que eu gostaria de ter escrito: é isso mesmo!