terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O ensino do português em França

Este não é um blogue oficial. É apenas um meio de expressão privada de quem exerce uma função pública. Sem falsas dualidades. O cidadão que aqui escreve todos os dias é o mesmo que tem a seu cargo a representação diplomática portuguesa em França. Não tem duas caras, nem duas palavras.

Digo isto para que se perceba melhor por que razão me sinto obrigado hoje a falar aqui, neste meu blogue privado, da situação que resultou da decisão oficial de suspensão de atividade de duas dezenas de professores que prestavam serviço junto das comunidades portuguesas em França. Não para aqui trazer algo de novo ou espetacular, mas, tão simplesmente, para que fique claro que todas as razões que se cruzam neste processo não me são indiferentes. E que a diplomacia pública que tenho como regra de trabalho me obriga a explicitar.

Pais e professores afetados pela anunciada suspensão da prestação do serviço oficial de ensino de português - decisão que abrangeu comunidades noutros países, para além da França -, bem como instituições que partilham essas preocupações e temem pelo futuro da língua portuguesa nas gerações luso-descendentes, têm-me transmitido os seus sentimentos de profundo desagrado com a situação que se avizinha, com os efeitos na vida académica das crianças, com impactos na vida pessoal e familiar dos professores e todo um conjunto de outras consequências que lêem como negativas. A todos ouvi com atenção, nada do que foi transmitido deixou de ser comunicado, atempadamente, a quem tutela o nosso trabalho. E, convém também que se diga, nessa comunicação não deixou sempre de transparecer o meu respeito pelas legítimas inquietações que atravessam esses setores da nossa comunidade.

No outro prato da balança, está a muito difícil questão orçamental com que o Estado português hoje se confronta, e à luz da qual o Governo considerou indispensável tomar medidas drásticas de restrição a nível da despesa pública, algumas das quais afetaram áreas do Ministério dos Negócios Estrangeiros: a rede diplomática e consular foi redimensionada, a estrutura do ministério e as suas chefias foram reduzidas, verificaram-se cortes no pessoal que prestava serviço no estrangeiro e houve lugar a limitações em vários setores onde foi entendido poder e dever ser reduzida a despesa. A suspensão do serviço dos professores inseriu-se, assim, num esforço muito mais vasto para fazer baixar os gastos públicos, no declarado objetivo de os conter dentro dos limites impostos pelos compromissos internacionais subscritos pelo país e que o executivo assumiu como prioritários na sua ação.

Alguns poderão objetar, e muitos o fazem, que se deveria ter cortado menos "aqui" e que teria sido preferível fazê-lo "ali". Alguém que deixou um traço eterno de esperança na política francesa, e que, curiosamente, era descendente de portugueses que haviam fugido da inquisição, Pierre Mendès-France, dizia que "governar é escolher". E o Governo português, recém-legitimado por uma eleição em que os portugueses lhe conferiram uma expressiva maioria, isto é, uma autorização para decidir, fez as suas escolhas em matéria de cortes na despesa pública, à luz das opções que entendeu dever assumir. As pessoas podem concordar ou não com essas opções, é perfeitamente democrático discuti-las e contestá-las, mas não é possível recusar a legitimidade política das decisões tomadas.

No terreno, estão as Embaixadas e os servidores públicos. Compete-nos dar leal e total cumprimento àquilo que o poder político legítimo determina, da mesma forma que temos o dever de ouvir e comunicar às nossas autoridades o sentimento de quem se sente negativamente afetado pelos efeitos das suas decisões. E temos ainda um outro dever e a Coordenação do ensino do português em França está a cumpri-lo de forma escrupulosa: tentar atenuar, por um melhor e mais eficaz ajustamento dos recursos letivos disponíveis, as consequências que resultaram para alguns alunos da saída dos seus professores. Não para todos, infelizmente. E, convém também que se diga, ainda neste quadro, e sob orientação superior, um esforço paralelo está a ser levado a cabo para, no futuro, poder vir a encarar-se o desenvolvimento de um ou vários modelos complementares, que permitam assegurar a continuidade do ensino do português em França, quiçá menos dependente da atual fonte oficial de recursos.

Todos compreenderão não ser esta uma situação em que um diplomata se possa sentir particularmente feliz. Seria mesmo impensável que o fosse. Mas, depois de uns bons anos desta profissão, já percebi que a felicidade de um diplomata é sempre, na melhor das hipóteses, um efeito colateral da atividade do Estado.          

31 comentários:

margarida disse...

Se tudo fosse explicado de forma diplomática em detrimento da forma política, muitas arrelias se evitariam.

Isabel Seixas disse...

Bem Expressos os ossos dos ofícios em todas as dimensões...
Dá que pensar.

Helena Oneto disse...

Strong statement!

Helena Sacadura Cabral disse...

Texto impecável, Senhor Embaixador!

Anónimo disse...

Por aqui se observa o motivo porque a diplomacia reserva os postos mais importante e delicados aos seus melhores. Quantos diplomatas portugueses teriam a capacidade que o Seixas teve, sem perder rigor nem cair em demagogias, de expor com grande serenidade profissional um assunto desta delicadeza?

CSC

LUIS MIGUEL CORREIA disse...

Na base deste estado de coisas uma situação incontornável: Não há dinheiro. A vida continua para além dessa limitação e assim muitas mudanças nos esperam.

anamar disse...

Texto sério.
Estive em Bruxelas destacada 4 anos.
Precisamente quando o Eng. Sócrates assumiu o governo do país, logo o sistema sofreu na forma remuneratória, o que já foi grave. E os professores resistiram com as medidas tomadas e com prejuízo para as suas vidas.
Agora, estando o ensino da LC portuguesa ao cargo do Instituto Camões e estando este com problemas finaceiros só podia acontecer o que aí vem.
Sei, que o ensino da LC é quase custo zero para a utilização das escolas onde é praticada. Pelo menos em BRX.
Também sei que os professores que aí estão , os com vínculo ao ME, vão regressar às suas escolas de efetivação. Serem pagos cá ou lá, o dinheiro que ganham é quase o mesmo.
Quem perde?
Claro que são as nossas comunidades cujo elo ao país é terem os filhos a aprender a língua de origem parental mesmo que nunca venham a residir em terras lusas.
Como em tudo, há medidas tomadas sem saber os danos porque nunca foram vividas no terreno pela classe política...
Também é preciso denunciar que há professores a passar mal por causa das remuneraçoes com a diminuição das cargas horárias.
Bom, fico por aqui e obrigada pelo espaço que deu para debitar o meu sentir que também já lamentei no meu Mar à Vista...
Saudações

Julia Macias-Valet disse...

: (

"O ensino do português em França...uma triste realidade !"

: ( : ( : (

Anónimo disse...

E já se vê aqui quem esteja afectado pela falta das aulas de Português. Baralham línguas e tudo!!!

Anónimo disse...

Senhor Embaixador,

O seu post diz tudo o que poderia dizer sobre este assunto no blogue privado de um servidor público. Bem haja. Que entenda quem puder.

DL

Anónimo disse...

Na sua edição de fim de ano, a conceituada revista Monocle apresenta um ranking das "soft power nations", i.e., daqueles países que, independentemente de extensão geográfica e poder económico, conseguem projectar-se de forma particularmente positiva no panorama internacional. Talvez não o surpreenda (mas a mim surpreendeu) que Portugal ocupe a 25ª posição (acima da Rússia e da República Checa). Do curto comentário editorial sobre o nosso país retive isto: Portugal poderia ir mais longe, nomeadamente na projecção da língua portuguesa, se o Instituto Camões dispusesse de mais do que uns magros 15 milhões de euros para todas as suas actividades.

Portugal tem conseguido aumentar consistentemente o seu "soft power", nomeadamente através da acção diplomática e do investimento nas ciências e nas energias renováveis. Tudo coisas que demoram a construir mais do que o tempo de uma ou duas legislaturas e que têm o seu preço (recordo o seu post de há semanas versando o tema da "realpolitik").

A julgar pelo andamento das coisas, não é difícil perceber que Portugal irá perder em pouco tempo muito do prestígio internacional que conseguiu construir ao longo de muitos anos.

Deveremos então assistir impávidos e serenos ?

DL

Anónimo disse...

Citando tambem outro contemporaneo de Mendes França: "Toutes les explications du monde ne justifierons pas qu'on ait pu livrer aux chiens l'honneur..." de centenas de crianças, de pais de alunos e de professores que Portugal deixa sozinhamente abandonados.
Fernando Pessoa nao teria razao de dizer que a nossa lingua é a nossa Patria! Mas que serà de uma patria sem lingua?  

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro DL: Em 2008, escrevi isto: "o facto de não sermos hoje um país rico, tem-nos impedido de garantir, no imaginário cultural internacional, um tratamento cuidadoso e prestigiante desses períodos magníficos da nossa História, através de centros culturais, de exposições, de cátedras, de estudos, de filmes, para produção e estímulo académico para aprofundar esses tempos". (http://ou-quatro-coisas.blogspot.com/2008/04/pensar-portugal-no-mundo.html).

Há meses, escrevi isto: "É a prova provada de que um país de média dimensão, com recursos limitados, mas com uma postura de equilíbrio e uma excecional capacidade de diálogo, soube construir um lugar de respeito e prestígio na cena internacional, sendo hoje, de certo modo, um "soft power" capaz de se colocar ao nível dos Estados que podem legitimamente "punch above its weight" - para utilizar a expressão consagrada de Douglas Hurd." ( http://duas-ou-tres.blogspot.com/2010/10/portugal-no-conselho-de-seguranca.html)

Anónimo disse...

Pois eu arranjo já aqui uma solução!

Peguem nos professores de Francês, pagos pelo Estado Português, com dinheiro dos contribuintes portugueses para ensinarem uma língua estrangeira que os alunos esquecem mal acaba o ano letivo (porque não tem qualquer utilidade para eles) e ponham-nos a ensinar Português em França. Como o custo de vida é bastante maior, uns quantos não teriam lugar mas poderiam ser "reciclados" no ensino em Portugal sem grandes problemas.

É que ninguém me consegue explicar porque razão um país pobre há de gastar recursos a ensinar a língua de uma nação que, em contrapartida, despreza a nossa cultura e não faz qualquer esforço para ensinar o nosso idioma a centenas de milhares de luso-descendentes (nós temos "meia dúzia" de franceses por cá) e leva a sua má vontade ao ponto de até a concessão de licenças radiofónicas a rádios "imigrantes" ter estado dependente de haver por cá uma rádio francófona (a RPL).

O Estado Português paga o ensino do Francês em Portugal e tem, também, de pagar o ensino do Português em França???!!!

País de totós, meus senhores. País de totós!

Anónimo disse...

Soberbo...

Anónimo disse...

Um Post desnecessário?

Anónimo disse...

Excelente texto...
Obrigado
Fernando Montenegro

Anónimo disse...

Senhor Embaixador,
Não faço política partidária. Pouco me importa saber quem decidiu.

Mas cortar 20 professores em França e deixar quase 3.000 alunos sem aulas de português em pleno ano escolar é daquelas coisas que nem em sonhos me tinha passado pela cabeça.
Não sei se o Ministro que decidiu tem filhos. Mas pelo menos deve ter pais que lhe deram educação e estudos para ele hoje ser Ministro.

Era tudo quando nós queriamos dar aos nossos filhos.

Imagine uma criança com 12 anos, a quem hoje lhe dizem que já não vai mais ter aulas de Português. Daqui por 15 anos, quando ela entrar no mercado do trabalho, qual é a imagem que vai ter de Portugal?

É mesmo necessário ser diplomata para não se indignar publicamente contra as decisões superiormente tomadas... aparentemente para economizar 3 milhões de euros... Uma ninharia!

Carlos Pereira

Anónimo disse...

A minha pátria é a minha língua, e sem saber a língua não se sabe da pátria

EA

patricio branco disse...

Faz me pena quando comparo o instituto cervantes ou o british council com o nosso instituto camões, que vai encolhendo e cada 2anos se dicute a quem pertence a tutela ou se tem alguma tutela.

gherkin disse...

Aplaudo, de pé, a frontalidade, a clareza, mas acima de tudo o desabafo sincero de um cidadão Português que acontece ser distinto e raro diplomata! Obrigado e Parabens! No contexto que apresenta, certamente resultante dos compreensíveis protestos que lhe foram feitos, este seu esclarecimento, não isento de compreensível emocionalismo, mais compreendido é. especialmente para quem, no Reino Unido, deu o seu modestíssimo contributo para o lançamento de escolas e, mais tarde, junto do governo, para a difusão do ensino e língua portuguesas, quando, infelizmente antes disso, a sua filha, do sistema não foi beneficiada, mas que, felizmente – e honra lhe seja feita! – ao dominar bem a língua materna dos seus pais, deve-o principalmente à mãe! É de lamentar, mas compreende-se no contexto de cortes e das drásticas reduções na metrópole, que, nas circunstâncias atuais, tanto a rede diplomática como das comunidades, incluindo o ensino da língua, não estariam isentas. Obviamente é muito triste. Se, no domínio da difusão da cultura, o Instituto Camões era incipiente, particularmente em relação a semelhantes insitutições de outros países, nomeadamente o Instituto Cervantes e o British Council, que, devido aos semelhantes problemas económicos dos mesmos países, igualmente sofreram reduções, não estamos sós. No domínio dos cortes, incluo, igualmente, a conhecida falta de verbas para a publicidade e promoção de produtos como o nosso vinho, quando este e outros são importantíssimos para a indispensável sobrevivênvia da nossa economia!

Anónimo disse...

Grande prova de profissionalismo. Aplaudo.

Anónimo disse...

Ouviu , compreendeu , respeitou , transmitiu , enfim , deu o corpo às balas e chegou a casa cansado a pensasr nos pobres filhos dos imigrantes !!!
por 3 milhoes ano! Para lhe ser franco acho isso uma palhaçada !!!
OGman

Teófilo M. disse...

Este texto dignifica e honra o seu autor.
Parabéns!

Francisco Seixas da Costa disse...

Sempre elegante, OGman. E publicado, claro.

EGR disse...

Senhor Embaixador : o post que hoje V.Exa nos oferece hoje revela,para além da excelencia da analise, algo que vai sendo cada vez mais escasso:a verticalidade duma conduta.

Portugalredecouvertes disse...

Eu diria " e a sociedade civil"? fala-se sempre que a sociedade civil deve ter iniciativas, neste caso que poderiam despertar o interesse dos miúdos filhos de emigrantes, não será só com um professor junto de um quadro na parede!
Talvez o Sr. Embaixador conheça estruturas por esse grande país capazes de continuar o trabalho com a língua de Camões e minimizando a decisão do governo português. E depois há todo o potencial das novas tecnologias...
Às vezes pode-se inventar!
Angela

Anónimo disse...

As correntes de emigraçao/Imigração são consequência da politica de globalização que transforma a força de trabalho num mercadoria, transacionada da mesma forma.
Os nossos governantes, quando querem passar a mão pêlo pelo dos paises africanos, dizem que a lingua é a corrente que os une, porque querem para lá vender mercadoria , mas quando olha para as comunidades de emigrantes, em França , Inglaterra e outros paises Europeus bem como em outras comunidades importantes , diz desenrasquem-se que não há dinheiro !
Eu acho que os são emigrantes por alguma coisa. Ninguém gosta de ser emigrante. Por isso não vale a pena perderm muito tempo com o país que os empurrou para fora e que os atraiçou-a.
Portugal gasta muito mais dinheiro com a imigração que com emigração.

OGman

Anónimo disse...

Sr. Embaixador, obrigada pelas suas qualidades diplomáticas e políticas, que lhe permitem comentar os acontecimentos com clareza e sem melindres... Lembro oa anos em que os professores partiam para Londres e para Paris para aumentarem com as aulas de português a carga horária dos filhos dos emigrantes. Quanto orgulho vi nos olhos de alguns pais,quando exibiam os filhos a construirem as frases com correção; aonde o entendimento da aldeia do pai e as courelas dos avós tinham sempre aquela saudade... Estarei a envelhecer? Ou estaremos a perder uns bons anos das nossas vidas? Bom Natal, sr. Embaixador. O meu será mais uma vez passado nessa Paris, aonde até as 'cearinhas' para a Lapinha encontro...Pequenas coisas que felizmente escapam aos apertados orçamentos dos países. Pequenas, grandes coisas que repetimos ano a ano num ritual que nos ajudará a manter alguma identidade...

Anónimo disse...

O ensino de português no estrangeiro deveria ser assegurado a todo o custo. Daí concordar com alguns comentadores, como Carlos Pereira e Patrício Branco, entre outros.
Por muito que se queira poupar, está-se a falar de uns “trocos”, cujo retorno seria, se esse investimento não fosse reduzido, ter os descendentes dos nossos nacionais a aprender a Língua de Camões e Pessoa.
Despedir professores, por essas razões, o que sucede não só em França, mas noutros países onde o Português é ensinado, tendo em conta a dimensão da nossa Comunidade Portuguesa, é por isso um disparate.
Mas, tal inscreve-se, afinal de contas, naquilo a que chegámos (ou que sempre fomos) em termos de imagem externa: um reduzido ponto, minúsculo, no firmamento global.
Por vezes, meu caro Embaixador, mais vale nada dizer do que dizer o que se não deve dizer. Como foi o caso do seu Post (como alguém perguntava se era desnecessário).
O silêncio de um Chefe de Missão, num caso destes, vale mais do que mil palavras! Ficava-se pelo que já tinha transmitido a Lisboa (o que foi lido com atenção) e nada mais.
Já há muito que se sabe – e se compreendeu – nesta Casa que é sua e nossa, que quem determina as prioprioridades de tudo e mais alguma coisa são as Finanças, e não o MNE - seja ele quem for.
Rilvas

Anónimo disse...

O Rilvas tocou no assunto com diplomacia e com correcção !

Pois quando o nosso Cavaco vai aos states e diz que o portugues é a 2ª lingua na Internet, estava a contar com os Brasileiros!

Se a lingua é importante é para se assumir e não andar a tapar o sol com a peneira a dizer que é preciso fazer cortes!
3 milhões de euros anos com o ensino de português em França ?

Hoje mesmo, numa empresa de transportes, onde ui fazer uma entrega de uma mercadoria, pedi uns papeis para fazer de enchimento e o funcionário disse-me para usar tudo o que quisesse de uma palete de panfletos: Deviam ser uns 250 000 panfletos !!
Ele disse-me : Leva, leva que isso é para ir para o lixo !!
Eu ficquei perplexo e quiz saber quem tinha sido o estupido que tinha mandado fazer os panfletos para mandar para o lixo!
Sabem que foi que mandou fazer os pnfletos que iam directametne para o lixo ????
Não é dificil adivinhar: O ESTADO PORTUGUES !!!
Através de quem? Da região de turismo do algarve !!!
Porquê ? Porque pagaram tarde à produtora e por isso ela imprimiu os panfletos tarde e consequentemente , quando sairam já nem valia a pena distribuir porque as datas dos eventos já tinham passado !

Isto é uma vergonha e só acontece com os dinheiros publicos !!! Porquê? porque o povo enquanto ganha o subsideo de inserção de 300€ não reclama !
E aqueles que têm alguma capacidade de realização emigram e portanto o país é o que é graças aos competentes politicos, que como o Sr embaixador disse, tem toda a legitimidade, porque foram eleitos!!!Mas foram eleitos por quem ? Pelos reformados, funcionários publicos e os desempregados e subsideo dependentes do subsideo de inserção !

OGman