terça-feira, 13 de outubro de 2009

Prós e Contras

O debate que ontem teve lugar no programa "Prós e Contras", que a RTP Internacional nos proporcionou, constituiu um interessante momento para a aferição de diferentes leituras sobre conceitos deontológicos da profissão de jornalista em Portugal.

Porque é muito raro ver aquela classe profissional dar-nos o privilégio de ver contrapostas tal diversidade de posições, afastando-se do monolitismo de defesa corporativa que parece ser uma sua endémica e sacrossanta regra, todos ganhámos muito com o que ouvimos. Nalguns casos, por razões bem alheias à vontade dos intervenientes. Foi um favor que ficamos a dever a Fátima Campos Ferreira.

8 comentários:

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador, é verdade que ontem tivemos oportunidade de ouvir diversos pontos de vista do que se entende ser a profissão de jornalista. Mas eu, que tenho carteira profissional há muitos anos, fiquei bem preocupada com algumas das afirmações feitas.
E, ao contrário do Senhor Embaixador quiz-me parecer que, nalgumas ocasiões, Fátima Campos Ferreira não estava a acompanhar o que os intervenientes diziam.
Mas admito que tenha sido defeito meu.

Fernando Correia de Oliveira disse...

Senhor Embaixador:
Sempre defendi que não há uma "classe dos jornalistas", apenas alguns jornalistas com classe.
Carteira Profissional nº223

Anónimo disse...

Completamente off-topic mas.....penso que pode dar origem a uma boa discussão: "Portugueses exigem desculpas de Maitê Proença por piadas sobre o país"

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ultgou637295.shtml

ié-ié disse...

Pois eu, titular da carteira profissional nº 192, fiquei bem envergonhado com a triste "prestação" dos meus camaradas. Foram à televisão explicar... nada! E aquela acusação de Henrique Monteiro (de que Marcelino fora um mero jornalista de futebol) brada aos céus! Deu-se a um ar de superioridade moral que não lhe fica bem. José Manuel Fernandes também só fez figura triste! Pena que Joaquim Vieira se tivesse abstido. Porque seria?

LPA

Anónimo disse...

O que o Embaixador Seixas da Costa está a querer dizer com a sua afinada linguagem diplomática é que no tal programa foi possível verificar quem está dependente de quem na política, a quem serve, e até, para os mais atentos, porquê. Notável, de facto. Momento único, claro. Mas de especial relevância e interesse público era saber quem levou o tal mail do Público ao DN e ao Expresso!
Rita

Anónimo disse...

Pelos vistos, já apresentou as tais desculpas. Esfarrapadas. E não venham com a história do patriotismo saloio, como referiu MST, ao procurar defender a...dama. Aquilo, vindo de quem veio, fica mal à personagem e é patético. E roça o ofensivo. Só assim não entende quem não quer.
João Forjaz

Francisco Seixas da Costa disse...

A grande vantagem de um texto é que ele se autonomiza de nós e cada um lê nele o que quer ler. E o autor também tem esse direito, claro!

Anónimo disse...

Rita: seria interessnte saber quem levou o mail ao DN mas interessante, não para o serviço público, mas só para a "petite histoire"; de interesse público seria saber se o sr.PR acreditava mesmo nas escutas.