segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Italiano

Só tenho um livro em italiano. Comprei-o há muitos anos, era sobre um tema que me interessava bastante e, na minha ingenuidade, pensei que conseguiria lê-lo. Qual quê! O italiano é, para mim, uma língua muito difícil, quase impossível. Por muito que reconheça algumas palavras, não consigo ler longos textos, da mesma maneira que, muitas vezes, vejo-me em palpos de aranha para entender a própria língua falada, ainda que com a ajuda dos gestos que fazem parte da sua coreografia tradicional. 

Hoje, em Roma, entrei numa Feltrinelli, livraria da fantástica editora do mesmo nome. Há muitos anos que me impressiona a variedade e a qualidade da edição italiana! (Para além do próprio país, onde se venderão os livros em italiano? No Ticino suíço ou em alguns bairros de Nova Iorque?). Olhei para tudo aquilo com o ar de um verdadeiro analfabeto. A verdade é que por muito que sempre me agrade espiolhar o cenário das livrarias, em qualquer parte do mundo onde vá, saio sempre um pouco frustrado dos locais onde não consiga comprar qualquer livro. Como me acontece agora, já à saída do voo para Lisboa. 

6 comentários:

Isabel del Toro Gomes disse...

Quanto a livros em língua italiana, procuraria no Instituto Italiano em qualquer país (aqui em Portugal existe um em Lisboa), na Wook ou outras livrarias na net. Já comprei através da wook, o livro chegou rapidamente e correu tudo bem.

José Martins disse...

Senhor Embaixador,
Não é só dificil a língua, como assim lidar com os italianos!
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Ora eu na Arábia Saudita quanto por lá andei a mourejar, na prospecção do petróleo, vivi numa “guest house” juntamente com um turco, um inglês e três italianos...
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Substancialmente recebiamos um montante, mensal, da companhia (Texas Instrumentos) para a nossa alimentação que cada qual cozinhava a sua refeição.
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Entre mim, o turco e o inglês vivíamos na melhor das harmonias, mas muito difícil a vivência entre os três italianos....
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Eles os italianos, entre si, tanto apalpavam o traseiro uns aos outros, dizendo: “que rico culo”, como de faca de cozinha em punho e “filho da putana de mato”!.
Terrível viver com italianos!
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O turco o “mister” Karali, um homem absolutamente educado, um dia o senhor Karali, para seu jantar, necessitava um ovo e pede, educamente: “Mário Poligato, please, can you borrow me a eg”?
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Yes Karali e nesse momento o Mário deitou uma mão à braguilha, das calças e.... tenho aqui mais dois para te emprestar...
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O senhor Karali agarra pela cintura o Mário, levanta-o até bater com a cabeça no teto....
E o Mário, sorry, sorry mr. Karali...
Com italianos, eu, nem para o céu!!!
Saudaões de Banguecoque

Majo disse...

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Um comentário delicioso

- em estilo de desabafo...

Dias felizes em Lisboa.
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Dor em Baixa disse...

Também não sei falar italiano, mas gosto de ouvir. Aquela música, não há língua que se lhe compare.
Também gosto muito das cidades italianas de média dimensão. Não há outras que se lhe comparem.

Luís Lavoura disse...

Há muitos anos que me impressiona a variedade e a qualidade da edição italiana!

Eu também não consigo ler italiano, mas espanta-me a qualidade e originalidade de livros italianos sobre economia que tenho visto traduzidos, e fico chocado que se traduzam para português tão pouquíssimos livros de autores italianos.

Os nossos editores estao enfeitiçados pelos livros em inglês. Traduzem tudo o que é publicado em Inglaterra e nos EUA e nada do que é publicado em Itália, na Alemanha, etc.

Anónimo disse...

Cálcio e chuto, pontapé !
Fernando Neves