terça-feira, 26 de novembro de 2013

Vicente

Em Portugal, goste-se ou não, há um jornalismo antes e outro depois do Vicente Jorge Silva. Para quem, como foi o meu caso, começou a ler o "Comércio do Funchal" (e nele meti uma "colherada" escrita em 1972) logo depois da  "revolução vicentina" de 1966, que, a partir de 1973, o acompanhou no "Expresso", apreciando depois essa aventura que hoje é só saudade que foi a "Revista", e, finalmente, que seguiu com admiração a sua criação maior - o "Público" -, Vicente Jorge Silva tem um papel de exceção no mundo mediático nacional. Pelo meio, ficaram os filmes, a "Invista" (onde me recordo de ter escrito algo de que me não lembro - contradição possível, como se vê) e muita opinião, com a política caseira no centro, a cuja momentânea sedução ele próprio não escapou.

Isabel Lucas, uma jornalista inteligente que "deixa respirar" os entrevistados (sei do que falo), fez ao Vicente uma longa entrevista que deu origem a um interessante livro, que li de um fôlego, com a atenção própria de quem sempre seguiu com atenção esse percurso ímpar, o qual, em si mesmo, espelhou muito de um certo país.

Ontem, durante uma bacalhauzada num lugar de amesendação onde, às segundas-feiras, uma heteróctlita e divertida gente (onde sou um cooptado recente), numa tertúlia improvável, troca graças e historietas das vidas, dei um abraço ao Vicente por esse seu excelente retrato, ele que nasceu numa consagrada família da fotografia madeirense.

6 comentários:

Anónimo disse...

Diga-nos por onde NÃO anda.

Anónimo disse...

Ganda malandro.

Vai mesmo a todas.

É a cultura, a troca de ideias, a projeção para as atuações políticas futuras.

Estou nessa.

Um abração.

Guilherme.

patricio branco disse...

não sei, o vjs é por vezes um pouco irritante nos debates da tv, não percebo muito bem as posições, os ataques, a forma de debater ou dialogar, certa agressividade, o fundamento e peso das ideias que expõe, ou das opiniões, como escrita, jornalismo escrito, talvez seja de facto outra coisa, acredito, quem sou eu para...etc

opjj disse...

Caro Dr. Seixas da Costa, Diz o ditado- Quem feio ama, bonito lhe parece.
Apesar de gostar de ouvir Vicente Jorge Silva, por vezes dizia cada uma, mesmo ao nível de menino! Eu que certamente sou menos letrado, não diria tanto.
Lembrei-me dum chefe que eu tive. Sempre que fazia uma nota "PS" para os clientes, corrigia-me sempre.Passei a usar o texto doutro colega que passava sempre à sua censura e ele voltava a corrigir-me.
Vale mais cair em graça...
Cumprimentos

Anónimo disse...

Comércio do Funchal, Noticias da Amadora, Jornal do Fundão .

Importante não esquecer.

Onde estão hoje?

Não é saudosismo mas sim pensar, projetar e lançar a ação.

Guilherme.

Anónimo disse...

Abri o blog logo de manhã e tenho de lhe agradecer de imediato por ter trazido aqui o Vicente. A saida do 1°, primeiro numero do Comeércio do Funchal foi num tempo muito interessante para os meus colegas de liceu e para mim propria. Foi uma escola a juntar ao cinema pelas vezes que repetiamos um filme quando era "bom". Brinquei no quintal da mãe do Vicente, que é agora entrada para o Pateo e para o Museu. O primeiro fotografo de todo o pais foi o do Vicente J. Silva. Foram primeiros em muitas coias; cada qual em sua geração. O pai do Vicente por exemplo é o numero um (socio)do Maritimo. E, o Vicente 'o nosso Vicente'. Que dizer? Para além dos seus dotes literarios e feitos jornalisticos é de uma integridade à prova de bala. E, se não sabem gostava muito do Porto Santo, da ilha toda... antes das modernices das construções bem ou mal embelezadas. Publiquei uma coisa muito pequena no "tal" primeiro numero do Comércio, não por ter dotes para me abalançar na vida da escrita, mas apenas porque vivia rodeada de um punhado de rapazes e raparigas diferentes e inovadoras. O que lhes devo é tanto, que não cabe aqui! As irmãs do Vicente também eram fixes, mas o Vicente é unico. Uma estrela cor-de-rosa...