quarta-feira, junho 10, 2020

Seguidores

Este foi o dia em que percebi, definitivamente, que não tenho seguidores de Portimão e do Funchal. Só dos outros.

Aristides

Fosse eu de direita, Aristides Sousa Mendes seria o meu herói. Aristides foi um apoiante do 28 de maio, da Ditadura Militar e do Estado Novo, nunca teve a mais leve simpatia pela esquerda e, nem por isso, deixou de protagonizar um gesto quase ímpar de revolta contra a indignidade.

“Em Portalegre cidade...”

Há um ano, em Portalegre, percebemos que há portugueses que, coitados!, sofrem desse triste destino de terem nascido num país onde há portugueses, essa gente cheia de defeitos que, felizmente, alguns dos seus compatriotas mais lúcidos conseguem redimir com um arremedo de discurso.

Cruzes!

Ouvi há pouco, numa mesa ao lado, num restaurante, uma pessoa pronunciar a palavra “hodierno”. Pedi logo a conta!

Isto está bonito!

A HBO retirou o “E tudo o vento levou” da sua lista, por perpetuar o racismo. Isto está bonito, está!

Os dias de Portugal


O presidente da República decidiu associar à data de hoje uma cerimónia sóbria, com a palavra, sempre interessante, de uma destacada figura da igreja católica. Num tempo em que, por razões fortes, as manifestações públicas têm estado em discussão, a opção do presidente parece sensata. E simbólica.

Os dias que Portugal atravessa não são dias comuns. Vivemos tempos estranhos, nos quais entrámos todos da mesma maneira, com práticas de vida basicamente similares, mas de que estamos a sair de forma muito diferente. Naquilo a que se chama o “desconfinamento”, descobrimos agora vários países: desde aquele que continua a privilegiar o recolhimento em sua casa, até ao que, cansado de máscaras e de distanciamentos, opta pela via do risco. Pelo meio, revelam-se formas diferentes de maior ou menor ousadia. É mesmo interessante observar que, nesta diversidade de “saídas de casa”, se desenham hoje filosofias de atitude, até com ressonâncias políticas associadas.

Neste leque de comportamentos, destapam-se insuspeitados caráteres, mas fica evidente uma realidade: foi-se erodindo a confiança inicial nas recomendações de origem oficial, por estar criada a sensação - certa ou errada, é indiferente - de que alguns desses conselhos têm vindo a contradizer-se e que o que era verdade ontem deixa de ser válido amanhã. Provavelmente, estarei a ser injusto mas, em saúde como em política, o que parece é.

Todos entendemos que, nesta pandemia, o mundo andou numa navegação à vista. Aprende-se num dia o que até então não se sabia, as “lessons learned” são muito importantes. Mas isso nunca é frontalmente assumido. Por mim, gostaria muito de ter ouvido, num certo momento, com humildade: “Fizemos isto desta forma mas, olhadas as coisas em perspetiva, temos que concluir que nos enganámos. Devíamos ter seguido outro caminho, que teria, provavelmente, conduzido a melhores resultados”.

Com os anos, e com alguma prática direta, aprendi que o discurso do poder tem uma tendência a assumir-se como afirmativo, sem dúvidas e, geralmente, sem a humildade do recuo. No desejo de tornar eficaz a mensagem, quem a envia só em raras ocasiões se retifica a si mesmo, como se corrigir-se fosse sinal de fraqueza, como se a verdade acabasse por ser autoflagelatória.

Neste Dia de Portugal, estamos, como é óbvio, um pouco mais divididos do que nos sentíamos no início da pandemia. Olhemos as coisas pelo lado positivo: ser livre e manifestar essa liberdade de forma diversa é apenas a prova provada de que vivemos em democracia.

terça-feira, junho 09, 2020

Estátuas

A questão da destruição de estátuas de figuras do passado, representativas de realidades que, na sua época, eram lidas de forma diferente pela sociedade, levanta uma questão de base: será que a atual geração assume a arrogância de ser ela a avaliar toda a História?

Finanças

Tenho muita pena pela saída de Mário Centeno de ministro das Finanças, onde fez um trabalho notável, que o país reconhecerá para sempre. E é bom sinal que seja um Leão a substituí-lo!

segunda-feira, junho 08, 2020

Crocodilo


É notório o embaraçado silêncio do PAN quanto à cruel caça ao crocodilo no Douro...

A resposts europeia à crise


Hoje, 2ª feira, às 17 horas, no Facebook e no YouTube, dois reconhecidos especialistas aceitaram o convite do Clube de Lisboa para, em 30 minutos, esclarecerem sobre a resposta da União Europeia às consequências económicas da pandemia. Pode participar, colocando questões.

domingo, junho 07, 2020

Ora bem!

“O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas e as pessoas idiotas estão cheias de certezas” - Bertrand Russell

Um belo nome!


Manifestação


Uma manifestação que, nas atuais condições de pandemia, não respeita as mais elementares regras de distanciação social (sabendo-se hoje que o mero uso de máscaras não dispensa a observância dessas regras) não deixa de ser um ato de irresponsabilidade e passa a ser uma cerimónia digna, apenas pelo facto de ter sido dedicada a uma causa justa.

Repito, para quem tenha dificuldade em entender: estou a falar de uma manifestação que se processou em termos inaceitáveis. Não é para aqui chamado o tema do evento.

Ai Brasil !


Todos os países do mundo, com a transparência exigida por um pandemia de dimensão global, apresentam diariamente os seus números, como contribuição para um rastreamento de interesse coletivo. Todos? Todos, não. A Coreia do Norte não fornece esses dados. E, agora, também o Brasil?

sábado, junho 06, 2020

Faça férias portuguesas...


... ou, pelo menos, fins de semana. Aqui fica uma “pedra” que encontrei perto do meu quarto...

Depois, queixem-se!


Lisboa, hoje! Depois, queixem-se!

Ferreira Fernandes

‪Gosto muito, mesmo muito!, de Ruy Castro. Mas a contracapa do DN sem a crónica do José Ferreira Fernandes não é a mesma coisa.‬

Palma


Sou, com toda certeza, das últimas pessoas que aparecem a saudar os 70 anos de Jorge Palma. Mas o facto de chegar tarde não me impede de ainda ir a tempo de o fazer.

Sou um grande admirador do trabalho de Jorge Palma. Para mim, com Sérgio Godinho e com Fausto, Palma faz parte do “trio maravilha” da música portuguesa de que mais gosto. Depois, vêm Zeca Afonso e José Mário Branco, também figuras cimeiras do meu palco preferido. E, confesso, como “cantautores”, as coisas ficam por aqui.

Sei que esta ordenação não é consensual, mas se eu quisesse ser consensual não andava nas redes sociais...

Sabe bem!

Está um cidadão a fazer o seu zapping retrospetivo de madrugada, quando, de repente, ouve o seu nome pronunciado, de forma altamente crítica, por alguém com quem raramente concorda. O dia não poderia ter acabado melhor! Boa noite!

sexta-feira, junho 05, 2020

O post do dia


Que eu recorde, nunca por aqui houve um único dia sem um post. Era só o que faltava que isso acontecesse hoje!

O amor liberal a Abril