Comprometi-me a entregar a uma editora um texto para dali se fazer um livro. Estou atrasado na escrita, claro. Vivo sob uma sensação de auto-acossamento, entre o desconforto e a culpa, não obstante o editor estar a ser de uma elegância silenciosa – o que só agrava o meu incómodo. Quem me manda a mim meter-me nestes assados, só para voltar a encadernar o ego? Qualquer dia perco a paciência comigo, chamo-me à parte, prego-me dois berros íntimos e ponho-me na rua da amargura – com reforma por justa causa.
quarta-feira, abril 01, 2026
Não tenho juízo
Comprometi-me a entregar a uma editora um texto para dali se fazer um livro. Estou atrasado na escrita, claro. Vivo sob uma sensação de auto-acossamento, entre o desconforto e a culpa, não obstante o editor estar a ser de uma elegância silenciosa – o que só agrava o meu incómodo. Quem me manda a mim meter-me nestes assados, só para voltar a encadernar o ego? Qualquer dia perco a paciência comigo, chamo-me à parte, prego-me dois berros íntimos e ponho-me na rua da amargura – com reforma por justa causa.
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