Quando alguém recebe essa ordem, a corte sueca manda pintar um escudo com o brasão de armas desse novo Cavaleiro.
Imaginem quem hoje fui descobrir como novo Serafim, com um brasão de armas à maneira.
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
Quando alguém recebe essa ordem, a corte sueca manda pintar um escudo com o brasão de armas desse novo Cavaleiro.
Imaginem quem hoje fui descobrir como novo Serafim, com um brasão de armas à maneira.
O facto de Trump dizer e depois desdizer o que acabou de dizer, sem reconhecer que se está a contradizer, não retira importância àquilo que vai dizendo. Porém, quem o ouve já não toma nada do que ele diz por definitivo, porque sabe que a palavra de hoje não obriga a de amanhã.
O dia está a acabar. Desde manhã, andei numa roda-viva. Muito para fazer, muito que ainda ficou por fazer. Algumas chatices pelo meio, mas a vida, sem elas, nem tinha a graça que tem. E também houve bons momentos no dia: uma excelente meia-desfeita ao almoço, em casa, uma conversa muito interessante no "Expresso", para um podcast, um belo espetáculo de música na Gulbenkian, a fechar o dia. Um dia que está a acabar, como a acabar estava a oportunidade de escrever aqui um post. Ou alguém julgaria que 4 de maio de 2026 seria o primeiro dia em branco deste blogue, desde que abriu portas, a 2 de fevereiro de 2009?
Não me apanham nessa.
Curiosamente, muito raramente vejo alguém recordar que, em Tóquio, os vencedores da guerra sobre o Japão montaram um tribunal idêntico, dessa vez com magistrados de 11 países (além dos anteriores, nele estiveram a Austrália, a China, o Canadá, as Filipinas, a Índia, a Nova Zelândia e a Holanda). Sete condenações à morte, por enforcamento, foram determinadas nesse julgamento que durou dois anos e meio.
O "Nuremberga" de Tóquio iniciou-se em 3 de maio de 1946. Faz hoje precisamente 80 anos.
Contive-me – e arrependi-me. Uma parva, na estação de serviço da Domingos Sequeira, quando o empregado chamou o próximo cliente, passou descaradamente à frente de um entregador da Uber, como se esse fosse o seu direito natural. O nepalês, atarantado, não reagiu. No 1° de Maio!
Com o Chega a condicionar a aprovação do pacote laboral à aceitação da peregrina ideia de reduzir a idade da reforma, tudo se compõe: como esta proposta é irresponsável, fica assim inviabilizada a desnecessária alteração à legislação do trabalho. Tudo está bem quando acaba bem.
Dois colegas dessa mesma carreira, Paula Leal da Silva e eu, fizémos, cada um à nossa maneira, a apresentação da obra.
Comprem e divirtam-se, porque as histórias valem bem a pena.
Aí está agora o livro, "Memórias de Abril - um roteiro dos textos da Revolução", com contribuições do próprio, de Guilherme Oliveira Martins e de Maria Fernanda Rollo.
Neste tempo em que se fecham aa comemorações do meio século da Revolução e da Constituição de 1976, esta é uma obra que se tornará essencial para melhor interpretar os debates e os combates que então tiveram lugar, a caminho da liberdade que hoje vivemos.
O lançamento é hoje, quarta-feira, 29 de abril, às 18.30 horas, na FNAC da Avenida de Roma (antiga Barata). O livro tem edição da "Tinta da China".
São poemas desse período e outros escritos em 2023 que constituem este volume, cujo título, com o seu quê de irónico, havia sido escolhido pelo próprio Nuno.
Fico espantado pela crença, que vejo espelhada nas redes e nos media, de que o discurso do rei inglês em Washington é da sua lavra e responsabilidade pessoal. Revela um triste desconhecimento de como funcionam as instituições britânicas.
O meu pai dizia muitas vezes: "Céu sachado, chão molhado". Não sei se vai chover ao não, mas achei que não podia perder esta imagem de nuvens de fim de tarde.
Até hoje, nunca gastei um tostão (devia dizer um cêntimo, eu sei) com nenhuma rede social, nem fiz nenhum "upgrading" nos sites de IA que utilizo. Mas cada vez mais desconfio de que, mais dia menos dia, vou acabar por ajudar à festa financeira dessa gente.
Trump é o que é — e, já sabemos, com Trump e o seu pessoal, tudo é possível. Contudo, é capaz de ser sensato admitir a possibilidade do incidente de ontem ter sido mesmo uma tentativa de atentado. Pode não dar jeito à simpática narrativa anti-Trump, mas pode ser verdade...
Mas, confesso, é um pouco estranho este tipo de reação, 52 anos depois.
Caramba, tanto tempo? Aquilo não é o CCB! Há tempos comentei o assunto com a vizinhança. Alguém disse: "A obra teve muitas paragens. Parece que é falta de pessoal!" Pensando bem, a falta de pessoal para as atividades é, apesar de tudo, um pouco melhor do que a falta de emprego para quem o não tem.
Há uns anos, numa rua de Vila Real, eternizou-se um buraco, com gradeamento à volta, impedindo a passagem. Foram muitas semanas. Alguém inquiriu junto da Câmara da razão do atraso e a resposta foi: "O pessoal foi para as vindimas.."
"Ai Portugal, Portugal,", como canta o Jorge Palma.
Há dias, deparei com um artigo no “Observador” com a menção de que tinha sido produzido pela IA e revisto por um jornalista. Como trazia uma asserção completamente enviesada para o lado conservador, fiquei a suspeitar de que deve ter sido essa a contribuição do jornalista.
"As everyone knows, I am an extraordinary brilliant person, and even I had no idea what the hell they were talking about..." (Como toda a gente sabe, sou uma pessoa extraordinariamente brilhante, e mesmo eu não fazia a mínima ideia de que diabo eles estavam a falar…)
Soares trouxe a festa e quebrou a rigidez alcainense. Sampaio mostrou que a República solidária podia ter outro rigor. No vazio, surgiu outro homem crispado. Farto do estilo de Cavaco, o país folgou com Marcelo. Veio a achar demais. Entrado Seguro, descansa ainda do frenesim.
Seguro não fala muito, parece decidido a não alimentar a sede dos portadores de cornetos sempre estendidos para acolher os estados de alma presidenciais. Falando pouco, tudo o que diz vai ao bisturi dos exegetas. Disse: Portugal precisa de "melhorias". Lá anda a palavra na baila.
Pode ver aqui.
São excelentes as escolhas feitas por António José Seguro para o Conselho de Estado. Um conjunto muito equilibrado e com figuras de grande qualidade. O presidente da República começa muito bem.
Um dia de 2005, fui de Nova Iorque, onde então trabalhava, a Newark, entre outras coisas para assistir a parte de um jogo de futebol onde intervinham, numa das equipas, velhas glórias (outros nem tanto) do futebol português. Só recordo dois nomes que ali estavam, ambos defesas.
Um deles era Cruz, antigo lateral esquerdo do Benfica. Não tive então coragem de lhe perguntar se era verídica a resposta que teria dado, durante um Portugal-Espanha no Jamor, ao selecionador nacional Manuel da Luz Afonso, quando este o repreendeu por estar a deixar passar, com excessiva facilidade, o "ponta direita" espanhol, o extraordinário Amancio. Cruz, que era mais "sarrafeiro" do que tecnicista, razão porque não veio a evitar que Hilário se eternizasse no lugar, teria respondido: "Amanse-o o senhor ..."
O outro era o Vicente, irmão de Matateu, esteio da defesa dos "magriços" da equipa de 1966, ao lado de José Carlos. Encarregado de marcar Pélé, cumpriu com imensa eficácia e "fair play" essa função, como o próprio "rei" reconheceu. E não foi ele - foi Morais - quem, tristemente, ajudou a dar cabo do joelho de Pélé, nesse jogo em que ganhámos por 3-1.
Nessa tarde, ainda antes do jogo, pedi para tirar uma fotografia com o Vicente — logo eu, que sou pouco dado ao cultivo desse tipo de "instantâneos" com figuras. Anos antes, Vicente tinha perdido uma vista, num acidente de viação. Era uma figura muito simpática, modesta, como constatei quando lhe disse a grande admiração que tinha por ele.
E agora não sei onde anda a fotografia. Ora bolas!
O problema do debate de Pacheco Pereira é só um: soube que foi ali dada uma oportunidade de ouro, em prime time, ao argumentário anti-democrático e ao branqueamento do fascismo, que só reforçou os "factos alternativos" na cabeça de quem já lá só tem o que sabemos. Não se brinca estas coisas! E brincou.
"Iran controls the Strait of Hormuz and it is open for us", diz um porta-voz oficial chinês.
Aceito apostas em como, neste caso e uma vez mais, vai funcionar a doutrina TACO ("Trump always chickens out" equivalente a "Trump recua sempre").
Ao olhar a diatribe de Trump contra o papa Leão, não pude deixar de lembrar uma história, verdadeira ou falsa, com mais de 90 anos.
Stalin recebia o fascista francês Pierre Laval, então ministro dos Estrangeiros, que, uma década depois, viria a ser fuzilado por colaboracionismo com os nazis, ao tempo em que foi primeiro-ministro do governo de Vichy.
Laval ter-lhe-á dito que o papa Pio XI havia criticado as perseguições aos cristãos na URSS. A resposta desdenhosa de Stalin ficou nos anais: “E quantas divisões é que tem o papa?”
Não deve tardar muito até que Trump reaja às críticas do Vaticano com um: "Quantas ogivas tem o papa?"
Churchill dizia que "Americans can always be trusted to do the right thing, once all other possibilities have been exhausted". Com Trump, a possibilidade de alguma vez vir a fazer a "right thing" parece muito remota, porque o seu portfolio de asneiras parece inesgotável.
A grande notícia que decorre da derrota de Viktor Orbán é o facto da democracia na Hungria, que esteve ameaçada nos últimos 15 anos por várias práticas autoritárias do até agora presidente, ter revelado estar afinal de boa saúde, permitindo uma serena alternância por via do voto.
Na Suécia, a Ordem dos Serafins, com um único grau, é uma distinção que, em regra, apenas é concedida a chefes de Estado e figuras de realez...