quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Os destinos de Ronaldo


Cristiano Ronaldo entrou num capítulo muito complexo da sua vida. A acusação de que é alvo nos Estados Unidos - e logo nos Estados Unidos! - é de um grande gravidade, nos tempos que correm. Agora, tudo pode acontecer.

Especularmos, sem nada sabermos, sobre se a acusação tem fundamento, sobre se este tipo de imputações tardias tem algo de oportunismo, sobre se o “cheiro” do dinheiro não será a mola real do assunto - tudo isso é muito bonito, espicaça o nosso “achismo”, mas não nos leva a nada, significa apenas mera conversa “de café”, para uso em redes sociais. Não vou por aí.

A única coisa que me parece segura é que um “herói” popular português, cujas magníficas glórias desportivas têm levado, de forma saudável, o nome de Portugal pelo mundo, pode estar a entrar num momento bem difícil, com os caminhos do destino a hesitarem à sua frente. Por mim, seja Ronaldo culpado ou não, fico bastante triste. Só isto.

6 comentários:

Anónimo disse...

Acredito na inocência dele. Cheira a oportunismo barato e tardi. Está na moda, hoje, nos EUA, este tipo de atitudes, ou queixas. Se C.R fosse pobre isto não sucederia. E depois, duvido que aquele acto sexual não tivesse sido consentido. Enfim, cheira a esturro!

António disse...

Esta notícia leva-me a pensar novamente num pormenor exclusivamente técnico deste tipo de casos, em que alegadamente alguém terá violado ou assediado alguém, e o alegado assediado / violado entra num acordo extra-judicial com o alegado assediador / violador para encerrar o caso e não falar mais dele, recebendo por isso uma quantia negociada pelas partes. Será, alegadamente, o caso de Ronaldo, mas também de Weinstein, ou Asia Argento, ou Michael Jackson.
O que acontece ao dinheiro que as alegadas vítimas alegadamente receberam dos alegados agressores? É devolvido?
O que acontece ao contrato? Pode ser unilateralmente quebrado?
Alguém sabe?

Anónimo disse...

Mandar à fava o Real Madrid, segundo diz um amigo, vai pagar caro…
Tirando essa e outras teorias, uma coisa é certa - se uma manequim, com 25 anos, vai para uma festa privada, no quarto de jogadores de futebol, ou outros, milionários, sejam eles quem forem, não me merece qualquer solidariedade. Tal como muitas outras meninas dos movimentos «me too» e semelhantes. Hipocrisias muitas e sempre dinheiro e «carreiras».

Mas já ouvi coisas inenarráveis, a propósito das reacções de Deneuve ao «assédio»...

Anónimo disse...

Lido.

Despacho:

Quem é vedeta expóem-se.
Ronaldo talvez tivesse tido poucas pessoas a dizerem-lhe que... era preciso ter cautela com a sua vida privada e o seu estilo de vida. Hoje é mais importante ser-se modesto no seu viver público do que dantes. Estamos a voltar à época Victoriana quanto aos hábitos [Once is not a habit] exteriores, necessários para se ter bom nome. Vedeta ou não.

A aguardar acontecimentos ou investigação para deferimento.

septuagenário disse...

O assédio e o assediado, muitas vezes é uma faca de dois gumes.

E se CR7 atacasse com uma queixa-crime em que ele foi vítima do assédio dessa menina?

É que as circunstâncias podem ser mais favoráveis aoa próprio CR7.



Joaquim de Freitas disse...

Os EUA, um gigantesco bordel onde se manipula o direito com o simples objectivo de ganhar e acumular o dinheiro : ao nível do Estado, contra outros Estados, das oligarquias, das sociedades, dos indivíduos, e, neste ultimo caso, utilizando todas as astúcias permitidas pelas leis para atingir o objectivo . Toda a gente ganha nesta selva, sobretudo os advogados.

A ética não conta e a moral ainda menos. Aqui imperou sempre a lei do mais forte, do que saca o colt mais rápido, do que tem mais amigos à sua volta, e, finalmente, do que tem mais poder de corrupção.

E o que é mais grave, é que o puritanismo anglo-saxão, que desde sempre voltou o olhar para o outro lado, enquanto prevaricava no outro, permite negociar… O Dinheiro entra então em cena e toda a moral se esvai… Mesmo Clinton pôde negociar o seu “negócio” com a Mónica debaixo da mesa ovale da Casa Branca, que finalmente não foi “sexo” ……para o tribunal…Pagou a diferença em dólares…e evitou o “impeachment”…

De Roosevelt a Kennedy e Clinton, o exemplo veio sempre de cima…

Ronaldo tem um ponto fraco: Tem muito dinheiro, e quando os americanos farejam o dinheiro nada os detém…Uma matilha vai lançar-se em cima do nosso campeão…que parece jogar muito bem ao futebol e nos jogos da cama, mas não sabe evitar os off-side…