segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Ilídio


Em abril, publiquei por aqui uma nota sobre um velho amigo que reencontrei num almoço em Coimbra. A doença marcava-o já visivelmente. Escrevi então isto:

"Ontem, encontrei o Ilídio. Demos conta de que já nos não víamos vai para quatro décadas. Nesse tempo de liceu, ele era uma figura imensa, um bom “gigante”, que sempre revejo embrulhado na capa preta, arruando pelos Primeiros de Dezembro.

O Ilídio era uma fator de ligação entre todos nós, tinha uma grande paciência para os mais novos, em que eu me incluía. Tinha também uma graça infinda, a que a sua figura física ajudava, e disso dava testemunho nos “saraus” estudantis desse primeiro dia do último mês do ano. Para a história académica de Vila Real, ficaram para sempre os seus mano-a-mano com o Zé Amaral, diálogos que, estou certo, o eterno encenador dessas sessões, o Achilles, não conseguia controlar nem disciplinar.

Grande Ilídio! Combinámos encontro para o próximo Primeiro de Dezembro. Etapa a etapa se faz a caminhada, companheiro, por mais dura que ela às vezes vá sendo. Até lá, caro Ilídio!"

Acabo de saber que o Ilídio morreu. Afinal, não nos veremos no 1º de dezembro.

2 comentários:

Ricardo Rollo disse...

Primo saudoso. Deus o tenha.

Teotónio disse...

Um bem haja por evocar meu primo. Era o Lidinho! Amável, amigo e bom. Não o conheço Dr Embaixador, porém a sua justa homenagem muito sensibiliza. Que saudades do primo de Fafe.