Ontem, vi anunciado na imprensa internacional que a fantástica soprano neo-zelandeza Kiri Ti Kanawa decidiu não voltar a cantar.
Estou agora no aeroporto de Munique, fazendo horas para apanhar um voo para a Ucrânia. E, de repente, tive vontade de dizer, qual Hermano Saraiva: "Foi aqui!"
É que foi exatamente aqui que, em 1987 (ou seria 88? ou 89?), "roughly" há três décadas (e acho que era Outono), na ópera de Munique, pela primeira e única (e, pelos vistos, última) vez na minha vida ouvi ao vivo Kiri Ti Kanawa. Ao seu lado, estava o tenor magistral que foi Alfredo Kraus, que já se foi deste mundo há mais de uma década.
Fui a esse belíssimo espetáculo com Durão Barroso e António Monteiro, depois da audiência em que uma delegação chefiada pelo primeiro, então apenas secretário de Estado do MNE, foi recebido pelo líder da CSU, ala bávara da CDU, Franz-Josef Strauss. Se não se partiu numa das muitas minhas mudanças, ainda deve haver lá por casa uma caneca de louça de cerveja, com a sua assinatura na tampa metálica, que nos foi oferecida nesse dia.
Para o registo ficar completo, falta-me saber a data exata e o que a Kanawa cantou. Será já o tal do "alemão" que me rói a memória musical? Alguém ajuda?
