quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Kanawa e Strauss


Ontem, vi anunciado na imprensa internacional que a fantástica soprano neo-zelandeza Kiri Ti Kanawa decidiu não voltar a cantar.

Estou agora no aeroporto de Munique, fazendo horas para apanhar um voo para a Ucrânia. E, de repente, tive vontade de dizer, qual Hermano Saraiva: "Foi aqui!"

É que foi exatamente aqui que, em 1987 (ou seria 88? ou 89?), "roughly" há três décadas (e acho que era Outono), na ópera de Munique, pela primeira e única (e, pelos vistos, última) vez na minha vida ouvi ao vivo Kiri Ti Kanawa. Ao seu lado, estava o tenor magistral que foi Alfredo Kraus, que já se foi deste mundo há mais de uma década.

Fui a esse belíssimo espetáculo com Durão Barroso e António Monteiro, depois da audiência em que uma delegação chefiada pelo primeiro, então apenas secretário de Estado do MNE, foi recebido pelo líder da CSU, ala bávara da CDU, Franz-Josef Strauss. Se não se partiu numa das muitas minhas mudanças, ainda deve haver lá por casa uma caneca de louça de cerveja, com a sua assinatura na tampa metálica, que nos foi oferecida nesse dia.

Para o registo ficar completo, falta-me saber a data exata e o que a Kanawa cantou. Será já o tal do "alemão" que me rói a memória musical? Alguém ajuda?

9 comentários:

João l disse...

Eu não posso, estou num hotel em Jerusalém e está aqui um tipo a estragar-me a cerveja, insistindo em assassinar ao piano standards de folk americano.

Anónimo disse...

Caro Francisco,

O que eles cantaram não sei, mas tenho a certeza de que Kraus só tem um s no fim.

Ele e Te Kanawa gravaram juntos a Traviata. Talvez tenha sido esta ópera. No CD ele vai melhor que ela.

Se o António Monteiro estava lá, deve lembrar-se.

Um abraço

JPGarcia

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro João Pedro. Foi o Strauss que me levou ao erro nos esses... Mas começo a interrogar-me se, afinal, não teria sido em Frankfurt. Ai esta minha memória! Mas lembro-me do que comi no fim... Vou perguntar ao António, tem razão!

Anónimo disse...

Ah, pois é! "O nosso primo alemão", como diz um meu familiar médico. Mas acredito que não terá que ver com o "primo". Os anos e as décadas passam e deixam marcas...

Anónimo disse...

Tera sido Placido Domingo e nao A. Kraus?

Saudades

F. Crabtree

Francisco Seixas da Costa disse...

Ó Crabtree! Só me faltava confundir o Kraus com o Domingo! Nem com o Sábado...

Anónimo disse...

Nada sei de música mas o Kraus cantou com a Callas em Lisboa Lá Traviata : o CD há poucos anos editado dessa Traviata prova que Kraus esteve muitíssimo melhor do que a Callas. Aconteceu exatamente o mesmo com a Kanawa, anos depois? Os sábios que se pronunciem
João Vieira

Anónimo disse...

Caro João Vieira,

Permito-me discordar. Em 1958, Kraus ergueu-se até ao nível da Callas. Em 1992, Te Kanawa não chegou ao nível do Kraus.

Um abraço

JPGarcia

Anónimo disse...

Mea culpa

Claro o Francisco nao iria confundir Kraus com Domingo. Credo! T'arrenego! Um nascido em 1927 em Las Palmas, outro em 1941 em Madrid!

Nesse dia, pela cidade os animos andavam alterados com os desacatos do futebol- Colonia/Arsenal foi o bom e o bonito mas precavida evitei Highbury Corner e quejandos tendo visto desde as 9 da manha os adeptos do Arsenal ja na rua contentes e ainda ordeiros e ao meio dia a caminho do cinema vi varios autocarros de matricula alema a circular perto de Euston em antecipacao do jogo as 8 que afinal comecou as 9.

So me resta o argumento...ate o melhor Crabtree se confunde. Coisas!

Bom fim de semana com paz e sol.

F. Crabtree