O último dirigente europeu que pode ser acusado de não ser amigo de Portugal chama-se Jean-Claude Juncker. Sabe-o quem trabalhou ou trabalha nas coisas europeias sérias, daquelas que estão bastante para além da retórica ou dos "soundbites".
Puni-lo pelos exemplos geográficos que deu num discurso, numa lógica tão válida como qualquer outra, é sintoma de estranha insegurança, num país que tem História suficiente e uma presença internacional que já não precisa dessas coisas. Ou então revela a tentativa de "armar" ao nacionalismo ferido, o que é quase tão inferior como o primeiro sentimento.
Se querem continuar nos "soundbites", então eu aconselharia uma campanha no sentido de mudar a expressão de De Gaulle "uma Europa do Atlântico aos Urais", consagrando a mais patriótica "uma Europa de Cascais aos Urais"...
