Um dia, quando era embaixador no Brasil, fui apresentado à professora Beatriz Berrini, uma das maiores especialistas mundiais na obra de Eça de Queiroz. Falei-lhe da minha imensa admiração pelo escritor e do facto de, sobre ele, ter lido escritos da sua autoria.
Beatriz Berrini não foi modesta: "Se gosta muito de Eça, tinha de conhecer a minha obra". Achei graça ao auto-elogio no comentário, mas ela tinha óbvia razão. Era, no Brasil, a figura mais destacada nos estudos "ecistas", como naquele país são chamados os "queirozianos".
Beatriz Berrini não foi modesta: "Se gosta muito de Eça, tinha de conhecer a minha obra". Achei graça ao auto-elogio no comentário, mas ela tinha óbvia razão. Era, no Brasil, a figura mais destacada nos estudos "ecistas", como naquele país são chamados os "queirozianos".
Foi agora anunciada a morte de Beatriz Berrini, aos 92 anos.
