Na minha infância, em Viana do Castelo, na noite de Consoada em casa da minha avó paterna, as prendas eram quase sempre muito práticas: meias, camisolas, pijamas e outras peças de roupa. Lembro-me bem do desapontamento que sentia quando olhava o papel de embrulho e notava que era do "Eugénio Pinheiro", uma loja de roupa na rua da Picota. No dia seguinte, viajava-se para Vila Real, onde estavam os meus avós e tios maternos e "vingava-me": aí, as opções, em matéria de presentes, eram bem mais lúdicas e quase sempre eram apenas brinquedos.
Há dias, ouvi um lamento curioso de uma criança que se queixava à mãe de que só lhe davam "presentes molinhos". Como eu a compreendi...