Os artigos que Mário Soares enviava de França, onde estava exilado, para o jornal oposicionista "República", eram regularmente cortados pela censura.
Raul Rego, diretor do jornal, sondou um dia o serviço desse "Exame Prévio" sobre se poderia nomear como correspondente do jornal, em Paris, um primo do presidente Giscard d'Estaing. Aos coronéis do "lápiz azul" a ideia não mereceu objeção. E assim passaram a surgir no "República", com regularidade, textos de análise da situação política francesa subscritos por "Clain d'Estaing", o tal "primo" de Giscard. Que era nem mais nem menos do que Mário Soares.
Os incompetentes da censura nunca foram capazes de associar a homofonia do nome do correspondente à palavra francesa para "clandestino"...
Recordo aqui esta historieta, nestes que são os "dias" de Mário Soares.
Os incompetentes da censura nunca foram capazes de associar a homofonia do nome do correspondente à palavra francesa para "clandestino"...
Recordo aqui esta historieta, nestes que são os "dias" de Mário Soares.
