Às vezes, há a ideia que ser de esquerda é estar, como regra, ao lado daqueles que fazem greves. Assim, não sei o que há-de fazer alguém que se considera de esquerda e que se opõe:
- às greves do pessoal da TAP, que afetam dia após dia, o valor da companhia e parecem ter como objetivo desvalorizá-la para a "passar a patacos" na privatização;
- às greves de enfermeiros por altura do surto da "legionella";
- às greves dos maquinistas da CP, que já se fazem substituir por atrizes brasileiras na condução a alta velocidade;
- às greves dos professores comandados pelo inefável Mário Nogueira, cujos estudantes a quem deu a última aula devem estar já à beira da reforma.