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sexta-feira, julho 11, 2014

O BES e Portugal

Nunca o "isto anda tudo ligado" foi tão adequado. No prazo de poucas horas, o agravamento da imagem do BES (ou do GES, porque as coisas surgem confundidas) desencadeou uma onda de instabilidade sobre a imagem externa da economia portuguesa, arrastando atrás de si outras empresas nacionais, penalizadas nos mercados de capitais.

O tempo, nestas coisas, é um fator essencial e é mais do que lamentável que o país esteja a ser penalizado pelos jogos de poder na família Espírito Santo - com a continuação da patética coreografia das entradas e saídas no futuro Conselho Estratégico do banco - sobre a qual nem sequer houve o cuidado de fazer uma legítima pressão, no sentido de antecipar a famigerada Assembleia Geral. Esta continua marcada para 31 de julho, como se estivéssemos em tempo de "business as usual". Se já se constatou que não bastou, como se viu, anunciar uma equipa futura com nomes sólidos para a administração do banco, o supervisor e o governo - porque alguém está ao comando do "avião", ou não? - já deveriam ter feito o que deveriam, não na discrição dos gabinetes, mas com forte voz pública, por forma a acalmar os mercados. Por que esperam? Pela modorra da Comissão parlamentar de Inquérito?   

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