sexta-feira, janeiro 24, 2014

Notícias do caos

Foi uma relação de simpatia pouco vulgar aquela que se estabeleceu entre aquele credenciado diplomata português e um seu homólogo soviético, em tempo de Guerra Fria, num contexto internacional particular. A história ficou nos anais diplomáticos portugueses.

O tema da conversa era a França, onde o diplomata português estava colocado.

- É mesmo verdade que, em França, é possível a um cidadão estabelecer-se em qualquer cidade que seja do seu agrado, sem necessitar de autorização oficial?

- Claro que sim! Desde que tenha meios para isso, não há qualquer limitação no que toca ao lugar onde pretende morar.

- E a compra de carro? Falaram-me que não é preciso inscrição para a sua aquisição...

- Quem pretender um carro e tiver dinheiro para o comprar dirige-se a um stand e adquire-o. Pode ficar com ele de imediato.

A conversa prosseguia nestes termos, com questões sobre a liberdade de escolha dos cursos ou outras que acabavam por espelhar o contraste entre o modelo soviético e o quadro de liberdade das sociedades de mercado. A certo passo, confirmadas que tinham sido pelo colega português a liberalidade de várias dessas práticas de vida no Ocidente, o interlocutor soviético exclamou:

- Então não é só propaganda?! É mesmo o caos...

5 comentários:

  1. Francisco.
    Nossa! Como ele define democracia!
    Só que hoje ...
    Será que vale a pena para os pobres a democracia?
    Caos no Brasil: Veja o tanto de coisas esta acontecendo no Maranhão.
    com carinho sua ainda amiga Monica

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  2. Bem visto .
    Bom desfecho...

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  3. Anónimo19:45

    Uma revelação! Agora percebo...

    O PCP, os partidos de esquerda, o MFA e outros nunca foram contra a democracia... apenas tentaram evitar que Portugal caísse no caos!

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  4. O cavalheiro é um caso de estudo de como uma lavagem cerebral bem conduzida resulta...!

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  5. Anónimo09:06

    A diferença é que agora não há liberdade de um português se estabelecer no estrangeiro, é-se para lá compelido, mesmo com um improvável secretário de estado do empreendorismo dizendo que é bom para os portugueses e que após 2014 os portugueses "regressarão" a Portugal. O direito à asneira está constitucionalmente reconhecido.

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