sábado, janeiro 18, 2014

Abril

Foi há dias. Estávamos a concluir um documento coletivo. Dei-me conta que o texto-base estava escrito segundo o Acordo Ortográfico. Porém, notei que os nomes dos meses se iniciavam com maiúsculas, o que fere as regras do Acordo. Um dos subscritores disse então: "Não me importo de escrever todos os meses com minúscula. Com exceção de Abril".

Ora aí está uma derrogação ao Acordo Ortográfico que aceito de muito bom grado.

23 comentários:

  1. Eu continuo a escrever como aprendi.

    E mesmo que assim não fosse ,Abril seria mesmo sempre com maiúscula.

    Bom sábado

    ResponderEliminar
  2. Anónimo12:01

    Aprendi como a maioria dos portugueses, meses sempre em Maíuscula sem excepção.

    A maioria não ligo ao acordo estabelecido por Decreto sem cumprimento ou acordo de outros países lusófonos.

    Alexandre

    ResponderEliminar
  3. Caro Alexandre: não desvalorize o facto de todos os jovens, em todos os níveis de ensino, aprenderem e utilizarem hoje o Acordo Ortográfico. Eles são, a grande distância, a maioria do país. Não se tome pelo que não é.

    ResponderEliminar
  4. Anónimo19:13

    Atualmente abril "está" com minúscula. Mesmo que alguns se recusem a "ver". Pode ser que qualquer dia volte a "estar" com maiúscula...Mas a redução tem sido tão persistente...Não! certamente sou eu que já não vejo nada...
    antonio pa

    ResponderEliminar
  5. Susana Cardoso22:30

    É hoje especialmente importante recordar ABRIL, nas comemorações dos 80 anos do 18 de janeiro.

    ResponderEliminar
  6. Anónimo23:39

    Sempre com a treta do A.O ! Já enfada!

    ResponderEliminar
  7. «As Portas que Abril Abriu«

    José Carlos Ary dos Santos

    (1937-12-07 - 1984-01-18)


    Era uma vez um país
    onde entre o mar e a guerra
    vivia o mais infeliz
    dos povos à beira-terra.
    Onde entre vinhas sobredos
    vales socalcos searas
    serras atalhos veredas
    lezírias e praias claras
    um povo se debruçava
    como um vime de tristeza
    sobre um rio onde mirava
    a sua própria pobreza.

    Era uma vez um país
    onde o pão era contado
    onde quem tinha a raiz
    tinha o fruto arrecadado
    onde quem tinha o dinheiro
    tinha o operário algemado
    onde suava o ceifeiro
    que dormia com o gado
    onde tossia o mineiro
    em Aljustrel ajustado
    onde morria primeiro
    quem nascia desgraçado.


    Era uma vez um país
    de tal maneira explorado
    pelos consórcios fabris
    pelo mando acumulado
    pelas ideias nazis
    pelo dinheiro estragado
    pelo dobrar da cerviz
    pelo trabalho amarrado
    que até hoje já se diz
    que nos tempos do passado
    se chamava esse país
    Portugal suicidado.

    Ali nas vinhas sobredos
    vales socalcos searas
    serras atalhos veredas
    lezírias e praias claras
    vivia um povo tão pobre
    que partia para a guerra
    para encher quem estava podre
    de comer a sua terra.

    Um povo que era levado
    para Angola nos porões
    um povo que era tratado
    como a arma dos patrões
    um povo que era obrigado
    a matar por suas mãos
    sem saber que um bom soldado
    nunca fere os seus irmãos.

    Ora passou-se porém
    que dentro de um povo escravo
    alguém que lhe queria bem
    um dia plantou um cravo.

    Era a semente da esperança
    feita de força e vontade
    era ainda uma criança
    mas já era a liberdade.

    (...)

    ResponderEliminar
  8. Anónimo01:11

    Movida pelo comentário do caro Alexandre, a 'velha senhora' rimalha e sonetilha penosamente - e uma vez mais - sobre o malfadado Acordo Ortográfico:

    alexandres deste mundo,
    sonetilho em brincadeira
    pra dizer que eu não confundo
    o que é - queira quem queira:


    forçado em quarenta e três,
    esse acordo anterior
    é melhor? bem só se for -
    pensarão alguns talvez -

    por provir de um ditador
    que o impôs co'a altivez
    e total desfaçatez
    de quem tudo pode impor.

    já o acordo de noventa
    discussão longa e atenta
    dos países todos teve,

    foi por todos assinado
    e será ratificado
    plos dois que faltam, em breve.

    ResponderEliminar
  9. Anónimo11:15

    Como não sou politizado tenho a liberdade de escrever o nome desse mês como entender e não tenho de dar razões.

    ResponderEliminar
  10. Anónimo15:57

    Alguém me explica porque diabo no A.O os meses têm de ser em letra minúscula? Qual a lógica?

    ResponderEliminar
  11. Os comentarios que este "Abril" "abriu": o AO! A essencia, aqui, é secundaria... ou provocação?
    Valha-nos a memoria de Isabel Seixas!

    ResponderEliminar
  12. Anónimo20:13

    Pessoalmente faço aquilo que posso pelo novo acordo. Mas se já antes do acordo fazia erros, não é o novo acordo que me vai impedir de os fazer. Quanto ao mês de Abril estou de acordo que se escreva com letra grande mesmo desrespeitando o acordo. Já com novembro podemos respeitá-lo...
    José Barros

    ResponderEliminar
  13. Senhor Embaixador : subscrevo.

    ResponderEliminar
  14. Anónimo22:40

    Julgando-se interpelada pela sua admirada "bela helena", a 'velha senhora' explica-se:

    com maiúscula ou com minúscula
    não discuto o grande abril;
    o a.o. é questiúnscula
    débil tanto e incivil
    que me irrita e me suscita,
    entre um copo e risos mil,
    rimalhice em contradita.
    que o ridículo nos divirta!

    ResponderEliminar
  15. Anónimo22:15

    Os jovens não sabiam escrever sem o Aborto Ortográfico quanto mais com ele. Aliás, nem o senhor Seixas da Costa sabe usar o Aborto Ortográfico. Aposto que se lhe retirar o "corretor" do computador o senhor fica às aranhas.

    ResponderEliminar
  16. Acabei de ler os comentários. E quero perguntar: estão a gozar com os alunos e os professores deste país?????
    Sou professora e ensino aos meus alunos que se houver meses que eles achem mais importantes estes se escrevem com maiúscula? E se eu achar que o mês mais importante é o dos meus anos, por exemplo???

    Pensam que nadam a brincar com quem????

    E não, senhor embaixador, o AO90 não está a decorrer naturalmente nas escolas. Eu, tal como MUITOS outros professores, não o uso, porque recus0 este "mixordês" que favorece os ignorantes já que assim ninguém dá erros e cada um escreve como quer, de acordo com a "importância" que dá às palavras.

    Em caso de dúvida sobre a IMENSA resistência ao uso do AO90 e sobre como prolifera o "mixordês desacorgráfico", convido-os a visitarem os seguintes grupos:

    https://www.facebook.com/groups/178207905663865/

    https://www.facebook.com/groups/emaccao/

    Pode iludir-se como quiser, senhor embaixador, mas, como disse o Alexandre, "A maioria não ligo ao acordo estabelecido por Decreto sem cumprimento ou acordo de outros países lusófonos."

    Nem o próprio Estado que não consegue escrever um único documento que não venha em mixordês (com AO, sem AO, em português do Brasil e com erros ortográficos). TENHAM VERGONHA.

    ResponderEliminar
  17. No 2º parágrafo, onde se lê "nadam", leia-se "andam".

    ResponderEliminar
  18. Nuno Teixeira23:52

    O "acordo" não foi um acordo nem é órtográfico! É uma mixórdia linguística pós-moderna, fabricada por tugas com traumas pós-coloniais. Ninguém o quis, ninguém o quer e ninguém o sabe aplicar porque o Açordo é estruturalmente errado, sob qualquer perpectiva. Eu sou professor de Português e nunca escrevinhei tal linguajar. Além de provocar o caos ortográfico, o açordo provoca graves erros de ortofonia. Só os estultos podem permanecer iludidos com essa quimera da "uniformização". Encham-se de vergonha e revoguem isso.

    ResponderEliminar
  19. Anónimo03:08

    Aceitando-se a definição da palavra "acordo", tem de existir uma aceitação por todas as partes, de um determinado contrato. Ora acontece que o AO90, não se constitui sobre nenhum acordo de quaisquer países lusófonos. Nem sequer entre Portugal e o Brasil. Vai daí o seu texto é uma falácia.
    E só isso bastaria, para que todos os meses se escrevam em maiúsculas, pois o que meia-dúzia de políticos (ao serviço de interesses escusos) afirma ser um acordo, esse nunca o foi. A ortografia de uma nação é tudo menos uma decisão política, pois a ortografia não é um bem político (nem sequer por expropriação), como tão esforçadamente querem fazer crer.

    E já agora, caríssimo embaixador, um embaixador não tem um cargo político, nem foi eleito pelo povo. Não pode sequer falar em nome dele. Não foi sufragado.

    Por mim, com todo o respeito que o senhor me merece, poderia dedicar-se a outras coisas. Talvez a tirar um curso de pintura, para que melhor pudesse apagar as borradas que escreve e as mentiras que profere.

    ResponderEliminar
  20. Anónimo06:00

    A mim fere-me a alma ver os meses iniciados com letra minúscula. Acho uma tremenda falta de respeito!

    Para que conste, os meses, sejam eles quais forem, são nomes próprios. Cada um deles tem o seu devido peso e valor. Nenhum deles é substituível. Janeiro marca o início do ano, Fevereiro é caricato por ser o mais pequenino, já Março assinala a chegada da Primavera, e por aí fora...

    O AO90 tem a distinta lata de converter nomes próprios em nomes comuns, de forma completamente aleatória e inconsciente, talvez por birra ou para "mostrar serviço". "Calhou" aos meses do ano bem como às estações do ano. Seria bonito de se ver o mesmo a acontecer com os nomes (igualmente próprios) de países e cidades... O que vos parece? Por que não passarmos a escrever, já agora, portugal em vez de Portugal, ou ainda lisboa em vez de Lisboa? Choca? Então porquê? Já agora, com alguma "sorte", ainda passamos a assinar o nosso nome inteiramente em letras minúsculas...

    Com o AO90, perdemos os valores que nos foram ensinados. Ridicularizamos e banalizamos a língua portuguesa em prol do facilitismo e de forma gratuita. Correcção: de forma muitíssimo onerosa!

    «Tudo isto é triste, tudo isto é fado», mas apenas se o permitirmos!

    Sónia Sousa da Costa

    ResponderEliminar
  21. Maria Delfina Vasconcelos07:51

    Mas qual derrogação do AO?? Ele já foi publicado em DR, por acaso? Ainda não se deu conta que a maioria das pessoas não o usa e se o usa é por imposição autoritária do governo, através dos correCtores nos computadores? Onde está a unificação com os outros países da lusofonia?
    Pelo amor de Deus, sr. Seixas da Costa! Veja como escreve o povo que não usa computadores que lhe imponham um Mixordês e depois, comente sim?

    ResponderEliminar
  22. Anónimo12:03

    Pronto, senhor embaixador, já deve estar isto publicado em todos os grupos de ativistas. Aí vem nova torrente de gente a gritar aos berros que o AO não existe, que não é legal, que ninguém o aplica nas escolas, nos meios de comunicação social, que o Brasil o recusou e nunca vai aplicar, que tem 1001 e outros tantos erros, que é impossível de aplicar, que destrói a nossa língua e soberania, etc.

    Gente que não sabe tomar uma piada pelo que é.

    Com estima,
    C.

    ResponderEliminar

Escrevia Chirac em 2009

"Je ne suis pas de ceux qui pensent, en Occident, qu'on doit s'interdire tout dialogue avec l'Iran, étant donné la nature d...