Foi hora e meia de grande prazer. Aquele jogo que eu vira num pequeno écran, em minha casa, em Vila Real, há 48 anos, estava ali, pela primeira vez, à minha disposição, num écran "decente", com a possibilidade de rever com calma, e em "slow motion", os lances mais interessantes ou polémicos. Em fundo, ouviam-se os comentários acertados dos "magriços" José Augusto, José Carlos e Peres, recheados com histórias curiosas de bastidores.
O jogo foi excelente, com Eusébio em grande forma, a marcar aquele que ele consideraria, para sempre, o melhor golo da sua carreira. Simões fez um grande jogo, com um (raro) golo de cabeça. Alexandre Batista, Jaime Graça e José Augusto deram um espetáculo de bom futebol. Vicente marcou um hiper-lesionado Pelé, com maestria e decência, a contrastar com Morais, que visou o génio brasileiro sem dó nem piedade (Pelé vingar-se-ia nos últimos minutos, pespegando uma forte cabeçada ao seu agressor). O grande Hilário pareceu-me algo perdido com a rapidez da ala direita brasileira, não acertando as marcações, tal como Torres, um tanto sem posição, naquele seu jeito desengonçado de jogar "sem bola". Coluna foi decaindo com o tempo, mas foi sempre um pilar de serenidade e com uma excecional medida de passe. O 4-2-4 de Otto Glória era um "harmónio" dito harmonioso, com o ataque a recuar em apoio à defesa, com os laterais a subirem à linha, em reforço do meio campo. Bons tempos em que se atacava com quatro avançados!
José Augusto explicou ontem, finalmente, uma dúvida que eu sempre tive: a razão por que Carvalho fora substituído por José Pereira na baliza da seleção - onde, diga-se, fez um jogo impecável. Ao que explicou, o "lóbi" do Belenenses dentro da equipa técnica tinha obrigado à saída do guardião sportinguista - o qual, como é sabido, não comprometera, na estreia do Mundial. A mesma pressão que, porventura, levou a que Vicente substituísse José Carlos. Este último regressaria à seleção, Carvalho não. Coisas de Belém.
Foi uma grande noite de futebol.

O Senhor Embaixador não indica que novos livros traz de Paris...
ResponderEliminarConforme aqui escrevi antes com um Presidente não casado, as coisas só poderiam ter acabado como acabaram hoje.
ResponderEliminarO dilema que agora se coloca a Sarkozy é o de recuperar o Elysée ou lá não continuar casado com Carla. O poder é sempre afrodisíaco.
Os três F´s tiveram muita força na juventude.
ResponderEliminarAlexandre
Francisco
ResponderEliminarE agora novamente Portugal esta muito bem com o melhor jogador do mundo .
Parabens para Portugal e para Cristiano Ronaldo.
com carinho Monica