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quinta-feira, novembro 29, 2012

Marcelo

Não é apenas a circunstância de ser um leitor habitual de biografias políticas que me leva a ter uma grande curiosidade face ao livro sobre Marcelo Rebelo de Sousa, escrito por Vitor Matos, ontem lançado. Conheço o biografado há bastantes anos, tenho com ele algumas histórias pessoais, que um dia talvez contarei, e, confesso, sempre segui o seu percurso - político e mediático -  com bastante interesse, embora da regularidade dos meus dias não faça parte ouvir os seus comentários.

Marcelo Rebelo de Sousa é um fenómeno nacional muito raro. O país trata-o, quase familiarmente, por "Marcelo", dando expressão a uma intimidade que com ele criou desde há muitos anos - nos jornais, na rádio ou na televisão. Sendo um dos "tutólogos" da pátria, a sua opinião é seguida ou, pelo menos, escutada, por mais de meio Portugal, o que lhe dá um elevado grau de influência nas ideias que se alimentam sobre a vida portuguesa. 

Diria que, para além de uma biografia, Marcelo Rebelo de Sousa mereceria um estudo sociológico sobre a importância do seu papel na sociedade portuguesa, na qual é, ao mesmo tempo, um comentador e um protagonista. Sobre essa dualidade, que tem a curiosidade de ser renovada recorrentemente no tempo, nos cargos e nos lugares de expressão pública, recordo o que, um dia, ouvi a Eduardo Lourenço, na Fundação Gulbenkian, aqui em Paris, na apresentação de uma conferência sua: "O Marcelo é uma figura que, desde há vários anos, está como que numa janela a fazer comentários sobre o país que passa na rua, lá em baixo, E, por vezes, nessa mesma rua passa também o próprio Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o qual, com naturalidade, ele também se pronuncia".  

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