Faço uma segunda aposta em como a questão da Gronelândia não vai passar de um arrufo que, claro, se irá resolver a contento dos EUA, com a Dinamarca a não perder completamente a face. Dado que os EUA já são, nos dias de hoje, a maior presença militar na região, a Gronelândia pode vir a tornar-se, no plano militar, numa espécie de "território NATO", com acrescida presença americana, com Copenhague a fingir que manda e que "deixou", com alguns europeus a porem por lá bandeirinhas para fingir que são potências.
duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
quarta-feira, janeiro 07, 2026
Primeira aposta
Faço uma primeira aposta: nunca haverá "boots on the ground" de tropas francesas, britânicas ou da "coalition of the willing" em território ucraniano. O que não significa que não possa haver uma monitorização nesse mesmo terreno feita por tropas americanas.
Comentários
Desde o início do ano, são acolhidos neste blogue alguns comentários. Relembro que os comentários devem referir-se ao assunto referido no post. Estimulam-se comentários críticos e contraditórios, desde que sejam redigidos em linguagem não agressiva e marcada pela urbanidade. Não serão publicados comentários que insiram links ou transcrições de textos. Este é um espaço que se pretende sereno, pelo que também não será transformado num "ring" de picardias entre comentadores. Sei que as redes sociais não costumam ter estas limitações, mas estas são as regras por aqui, desculpem lá!
D'accord?
Demissões
Uma dúvida sempre me assaltou: os responsáveis por serviços nos hospitais que, com estrondo mediático, e provavelmente por respeitáveis razões, regularmente anunciam a sua demissão, depois voltam? É que, se assim não for, deve haver uma legião de diretores à lareira.
terça-feira, janeiro 06, 2026
Se Lisboa diz...
"Portugal diz que o vencedor das últimas eleições, Edmundo González, tem de fazer parte do novo governo da Venezuela".
Depois de ouvir isto, tenho a certeza de que Trump vai pensar duas vezes.
Ortographico
Estou muito curioso em perceber o que se vai passar dentro do "Público", depois da desassombrada tomada de posição do seu novo "provedor do leitor", denunciando o caráter retrógrado da não utilização do "Acordo Ortographico" pelo jornal.
Triste
É simplesmente patética a reação europeia perante as ameaças de Trump. Agora, a propósito da Gronelândia, um grupinho (a Europa passou a funcionar por grupinhos) veio a terreiro fazer peito verbal com um comunicado. Coragem era defender a ordem multilateral, convocando o CSNU.
Ainda respiram?
Não sei se me surpreenda ou se me assuste por não ver o "establishment" democrático americano dissociar-se abertamente da narrativa imperial de Trump sobre os recursos do hemisfério ocidental. No passado, essas pessoas projetavam uma outra América. Desistiram ou concordam?
Será?
Trump já esclareceu que não está numa "guerra" com a Venezuela. Existe assim uma crescente curiosidade em saber se, em face da ação desencadeada, se está perante uma "operação militar especial"... É que, às vezes, "les beaux esprits se rencontrent".
Amorim
Para o bem e para o mal, não somos ingleses. Nada melhor o prova do que a forma como um grande clube como o Manchester United se comportou com Rúben Amorim. Qualquer clube português ter- lhe-ia dado com os pés há muito, sob pressão dos resultados. Dito isto, Amorim é um senhor!
segunda-feira, janeiro 05, 2026
Trump em Piscais
Aqui chegámos
Usar a regular colocação de uma muito qualificada funcionária diplomática - sei bem do que falo, como outras pessoas no MNE sabem - como arma de chicana no meio da campanha presidencial é um gesto baixo, bem revelador do estado do país em que nos deixámos cair.
Por que não te Kallas?!
A justa causa deveria poder ser usada pela UE para pôr com dono uma das mais incompetentes personalidades - e já por lá houve outras bem incompetentes - que alguma vez chegou a um posto de responsabilidade europeia: Kaja Kallas. Ao ouvi-la, apetece-me citar o rei espanhol: por que não te Kallas?
Venezuela
domingo, janeiro 04, 2026
"O regresso de Monroe"
Coragem e decência
Coragem e decência é ser capaz de caraterizar a ação americana da Venezuela como uma grosseira violação do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas, sem ter a tentação desculpabilizante de logo acrescentar um "mas..."
sábado, janeiro 03, 2026
O legítimo
Tenho cá uma desconfiança sobre quem poderá ser o ditador "legítimo" de quem, implicitamente, a atual direção do CDS terá saudades...
O regresso do bilateralismo
Pena do Maduro?
Depende
O Zé era um comerciante bastante atípico. Na sua loja de antiguidades e velharias, nem sempre era fácil comprar alguma coisa. Tinha mau feitio e, se embirrava com o potencial comprador, ou se estava relutante em desfazer-se de uma peça, começava com circunlóquios que logo afastavam a clientela. Assisti a algunas cenas dessas.
Terá sido esta última circunstância que, um dia, o meu pai, que o conhecia quase desde criança, experimentou. Entrou na loja do Zé, que era nosso vizinho de porta na avenida central da cidade, e perguntou quanto custava um relógio francês, com pêndulo de violão, que se via da rua. Desde sempre, o meu pai teve um fascínio por esse tipo de relógios. Herdei três!
O Zé, que pelos vistos estaria num dos seus dias de não querer vender, respondeu-lhe: "Depende, senhor Costa". O meu pai ficou intrigado. "Depende de quê, senhor Araújo?" E o Zé sai-se então com esta: "Depende do preço que eu pedir: tanto posso pedir nove, como dez ou doze contos por ele..." O meu pai rodou os tacões, ao mesmo tempo que lhe disse: "Estou esclarecido, senhor Araújo!" Chegou a casa furioso: "Aquele teu amigo não regula bem da cabeça!" E contou-me o episódio.
Nesse ou no dia seguinte, no balcão da Gomes, junto à máquina do fiambre, onde o Zé se encostava para fumar, de samarra sobre os ombros (em Vila Real, "homem que é homem" não veste a samarra, "para não dar confiança ao chiasco"), perguntei-lhe: "Então não quiseste vender um relógio ao meu pai? Disse-me que lhe deste uma resposta muito estranha".
O Zé riu-se: "O teu pai não percebeu o que eu lhe disse e saiu logo da loja, sem me dar tempo de lhe explicar que eu tinha ali o relógio à consignação e que o proprietário ainda não tinha decidido qual o preço exato que ia pedir".
Quando, ao fim do dia, contei a resposta do Zé ao meu pai, este não me pareceu muito convencido: "Esse teu amigo anda sempre contra o vento..."
Horas extraordinárias
"Público"
O artigo com que o novo provedor do leitor do "Público", João Garcia, abre hoje a sua primeira colaboração é exemplar: "um jornal de grande difusão não pode ser escrito de forma que seria censurada, por excesso de erros, numa prova de Português do 4.º ano de escolaridade".
sexta-feira, janeiro 02, 2026
Vidago
quinta-feira, janeiro 01, 2026
Notícias do bloqueio
Uma rede social é apenas mais um terreiro social de contacto. Na vida em sociedade, quando alguém se mostra desagradável para nós, a atitude normal é voltar-lhe as costas. Nas redes sociais, isso equivale a bloquear o contacto com essa pessoa. À bon entendeur...
Igualdade no crime
"A Arte da Guerra"
Pode ver aqui.
Pois é!
Prometi-me não cair na saloia promessa de, no ano que agora começa, fazer ou deixar de fazer certas coisas, na lógica do "a partir de agora é que vai ser!" Já tenho idade para poder fazer muitas mais e refinadas asneiras, bem como preservar e adubar todos os meus queridos vícios.
2026
Pronto! Façam favor de comentar aqui no blogue, se acaso quiserem. Já está re-aberto o espaço de comentários.
quarta-feira, dezembro 31, 2025
Boa!
Então a "solução" encontrada pelas autoridades portuguesas para fazerem face ao caos nos aeroportos foi suspender o sistema de controlo? Assim está "descoberta a pólvora"...
Isto
Neste último dia de 2025, devo dizer que nunca pensei vir a viver num país onde, pelas ruas, há cartazes de ódio xenófobo e racista, onde há partidos que fazem do egoísmo geracional um modo de vida político, onde a palavra solidariedade convoca um encolher de ombros. É isto!
Ruben
Gosto de Ruben Amorim e, a cada semana, faço figas para que tenha êxito no Manchester United. Às vezes, aprendo com o que ele diz, em especial quando não percebo o que diz: "Não jogámos bem e, quando não se joga bem com a bola, tem-se dificuldades mesmo sem ela." Um dia chego lá.
Durmam bem!
A dramatização dos momentos políticos é um velho tropismo das sociedades. Ora, na realidade, Portugal vive hoje na pacífica normalidade das suas instituições e, no leque dos candidatos com hipóteses reais de chegar a Belém, nenhum ameaça a República. Por isso, durmam bem!
Um Natal quase europeu
terça-feira, dezembro 30, 2025
Sol a mais
Ontem estive no funeral de uma pessoa que me era próxima. O dia estava radioso. Detesto funerais com bom tempo. A despedida de alguém deve rimar com chuva e dia pesado.
É só saúde!
Rir é o melhor remédio
Gouveia e Melo tem toda a razão em queixar-se do facto de terem ido desenterrar casos antigos, só para atrapalhar a sua campanha. Contudo, ser ele a falar de "assassinatos de caráter", depois das suspeitas não fundamentadas que suscitou sobre Marques Mendes, dá vontade de rir.
Notícias
Será uma incontrolável raiva pelo êxito alheio? Coloquei um recorte do "Público", com os cargos obtidos na Europa por portugueses. Fiquei à espera da réplica adversativa, do "mas...", que sabia que viria por aí. E veio, claro. A vesícula de alguns portugueses nunca nos desilude.
Emprego
É escandaloso o que está a passar no aeroporto de Lisboa, com repercussão reputacional muito negativa na nossa imagem de país com pretensões a ser uma potência turística. Se o senhor almirante, como espero, vier a ficar sem futuro institucional em 18 de janeiro, poderia ter ali um belo teste às suas consabidas qualidades de organizador logístico. O país agradeceria.
Incompetência
É extraordinário que, num processo tão previsível e calendarizado como é uma eleição presidencial, seja "impossível" evitar que os nomes dos candidatos rejeitados pelo Tribunal Constitucional apareçam nos boletins de voto. Isto só tem um nome: incompetência.
Justiça
Não faço ideia se o almirante fez ou não fez ajustes diretos. Não voto nele, claro, mas nada indica que não seja um homem sério. Há que interrogarmo-nos sobre a razão por que, em momentos políticos sensíveis, surgem estas "fugas" da justiça. A nossa democracia também se mede por isto.
segunda-feira, dezembro 29, 2025
Seguro
Posso perceber que muitos socialistas gostassem de ver António Vitorino presidente da República. Contudo, não consigo entender, salvo por um exercício de masoquismo, a razão pela qual, na eleição que aí vem, hesitam um segundo que seja entre António José Seguro e os seus competidores.
BB do outro lado
Hoje, dia em que tanto se falará da BB, aqui fica outro BB, o genial Bertolt Brecht, comunista como já não está na moda alguém ser. O seu "Sobre o pobre B.B.", traduzido por António Cícero:
Antas
Como sportinguista, assumo, por regra, a atitude do pessimista, do cético no êxito: se o ano correr mal, "eu bem dizia"; se correr bem, "tudo o que vier à rede...". Este ano, com o Benfica a ficar para trás, preocupa-me o Porto. Aquela ideia de mudarem de treinador foi péssima!
Pipi
No passado, era muito popular na cultura social lisboeta a figura do "pipi". Tratava-se de uma personagem masculina muito penteadinha, muito Brylcreem, de galã canastrão a querer disfarçar a idade. Antes desta campanha presidencial, já quase tinha esquecido a figura.
Zelensky
Goste-se ou não da personagem Zelensky e daquilo que ela representa, é irrecusável ser alguém que, desde há cerca de quatro anos, é a cara de um projeto para um país que eventualmente terá nascido contra a lógica da História. Se outra for a Ucrânia, Zelensky terá de sair de cena.
Trump
Passados estes dias agitados, alguém um dia irá publicar um estudo científico sobre a figura de Donald Trump, sobre o seu perfil psicológico. Posso estar enganado, mas quero crer que se chegará à conclusão de que a maior potência do mundo esteve à mercê de uma pessoa perturbada.
Presidenciais
Não irei votar em Marques Mendes, pelo menos na primeira volta. Mas acho miserável a campanha negra de que é objeto, por parte de gente sem um passado cívico minimamente relevante para poder chegar a Belém. Marques Mendes está a pagar o banho de decência que um dia deu ao PSD.
domingo, dezembro 28, 2025
O lugar do Eurico
sábado, dezembro 27, 2025
Segurança
Viana
Em Viana vivia a minha avó paterna, que partiu há muito com uns respeitáveis 93 anos, depois de 55 anos de viuvez. Conservou até ao fim uma jovialidade que nos marcou a todos. Por ali tive tias e tios que, com o tempo, foram desaparecendo. E bastantes primos.
Há semanas, um deles, com a minha idade - como eu, há muito emigrado em Lisboa - saltou fora da vida, horas depois da nossa última conversa a dois. Hoje, outra prima, a decana da família, já na casa dos 90, deixou-nos. Na semana passada, ao telefone, tínhamos combinado que iria vê-la a Viana, daqui a dias, como há anos fazia. Vou, mas para o funeral.
Há meses de dezembro menos tristes, podem crer.
sexta-feira, dezembro 26, 2025
O meu "grupo" do Natal
Talvez uma frase simples chegasse, para que essas pessoas soubessem que não me tinha esquecido delas. Por SMS ou Whatsapp? Há amigos que se queixam de que uso demasiado SMS, num tempo em que toda a gente utiliza mais o Whatsapp. Fui então para o Whatsapp. No iPhone, no espaço de endereços, fui acumulando os nomes das pessoas a quem iria enviar a mensagem. Muitas. Tantas que optei por ficar a meio. Faria outro "carregamento" depois.
Intimamente, pensei que estava apenas a criar, para mim próprio, uma lista de endereços. E, nesse engano de alma ledo e cego de quem usa o Whatsapp menos do que devia, fugiu-me o dedo para "Novo Grupo". E aí cliquei! O que fui fazer?! Nunca na vida tinha criado um grupo de Whatsapp - e logo fui fazer uma imensa asneira a meia hora da Consoada. Nabo informático como sou, não é que me excluí, em seguida, do grupo, ainda antes de o eliminar?! Só o contacto de um amigo, que tinha estranhado tudo aquilo, me permitiu, por seu intermédio, avisar e tentar explicar àquele heteróclito grupo de pessoas o que é que ali faziam, todas juntas, por minha iniciativa. Confesso que avancei para o bacalhau da Consoada num estado de serenidade que rimava mal com a data.
O "meu" grupo do Natal, sem que o criador o possa eliminar, ainda deve andar pelo Whatsapp. Só espero que quem dele involuntariamente faz parte o vá abandonando. De uma coisa podem essas pessoas estar certas: tinha a intenção de lhes desejar Boas Festas! Valha-me ao menos isso!
quinta-feira, dezembro 25, 2025
A revelação
Segunda aposta
Faço uma segunda aposta em como a questão da Gronelândia não vai passar de um arrufo que, claro, se irá resolver a contento dos EUA, com a D...

























