Ao rever hoje "Kilas, o mau da fita", o filme de José Fonseca e Costa, dei-me conta, pela primeira vez, que uma atriz que foi convidada a nele participar era Milu.
No filme, Milu tinha 52 anos e ainda muita da beleza que a havia tornado uma grande vedeta do cinema português dos anos 40 - do "Costa do Castelo" ao "Leão da Estrela". Foi também ela quem lançou canções tão populares como "Cantiga da rua" e "A minha casinha".
Mas a razão por que me lembrei de Milu foi mais "corporativa". É que consta que, num certo tempo da vida do Palácio das Necessidades, muito antes de eu ter para lá entrado, Milu terá tido um "caso" com uma figura central daquela casa da diplomacia. E de tal modo a relação seria intensa que a dedicação dessa figura ao trabalho quotidiano do MNE se ressentiu fortemente por um certo tempo, com isso conduzindo a algum marasmo na ação do ministério. Por essa razão, esse tempo ficou por lá conhecido pelo "período Milu". Devo confessar que, olhando para a fotografia junta, sou facilmente levado a identificar algumas atenuantes bem atendíveis...
Será realmente verdadeira esta história? Bom, este é, pelo menos, um "mito urbano-diplomático" que sempre ouvi de colegas mais antigos.
Venha a foto (esquecida) para o povo saber se o Arsénio Veríssimo tinha bom gosto!
ResponderEliminaresse ministro\ professor foi no período de 62 um ativista contra as associações académicas e perseguiu vários estudantes.
ResponderEliminarComo vingança foi algumas vezes vaiado com os gritos de Milú, e no meu livro de curso, em poema de Silva Resende , lá vem uma alusão ao gosto do prof pelo teatro
Pode ter acontecido. Ela era dona de uma beleza irresistível. Milú era também o nome de uma bem recordada Ministra da Educação. Era no tempo em que haviam "Milús"!
ResponderEliminarA pequena história, rósea, regista também uma caricata cena de pugilato, ali pelas Avenidas Novas, entre o rotundo marido da Senhora Pitta, loira, com o belicoso Santos Costa, áulico fiel de Salazar, por alturas das eleições presidenciais disputadas por Humberto Delgado.
ResponderEliminarComo vê, senhor Embaixador, as paixões vão para além das Necessidades, e os dois cavalheiros, ao que parece e na altura, disputavam os favores da jovem e bela Milu.
Para que conste.
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ResponderEliminarE tambem o nome do saudoso caozinho do Tintin.
ResponderEliminarBom domingo com paz e festa
F. Crabtree
Fico perplexa. Vi hoje, vi hoje... Foi sessao da meia noite ou viu ontem?
ResponderEliminarF. Crabtree
ResponderEliminaré bom recordar ! há numerosos videos no Youtube que mostram a linda artista Milú:)
Bem fustigada foi pela vida, coitada, quando a sua filha foi uma das vítimas da Talidomida!
ResponderEliminarConheci muitíssimo bem a personalidade mencionada por alguns dos comentadores anteriores, embora já no período pós-MNE. Tinha uma grande amizade por mim e pelos meus pais - e nós por ele. Sempre aprendi, como vem referido em vários livros sobre a política externa portuguesa dos anos 50, que aqueles tempos foram de intensa actividade diplomática e não de marasmo, e que o mencionado político só parou, na defesa daquilo em que acreditava, quando o coração mandou. Diz-se que poucos diplomatas conseguiam acompanhar o seu ritmo.
ResponderEliminarJPGarcia
E baba-se esta gente com a Loren...
ResponderEliminarSenhor Embaixador,
ResponderEliminarBem me lembro da Milú e sua participação "Um homem do Ribatejo, com o Barreto Poeira. Do caso das Necessidades não sabia! Ainda bem, que nessa altura, o palácio não estava infestado de "alérgicos" a saias.
Saudações de Banguecoque
o que me veio à memória quando percebi de quem estavam a falar foi um concerto de encerramento dum Concurso Viana da Motta, na Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa, como então se dizia, em que calhou ficar perto de mim. Tinha um auscultador ("mono", claro) ligado a um "transistor", como então se dizia dum rádio de bolso. Depois, mais tarde, percebi: o concerto coincidia com um discurso do Presidente do Conselho, como também então se dizia...
ResponderEliminarJTP