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sexta-feira, julho 07, 2017

Política externa

Há pouco, ao olhar as presenças na reunião do G20, lembrei-me de um episódio do género daqueles que a diplomacia guarda no chamado "segredo das chancelarias": o dia em que Portugal, país cuja dimensão económica o exclui naturalmente de uma presença nas reuniões do G20, foi aproximado por um certo Estado, que à partida estava com dificuldades para ser cooptado para a primeira reunião do grupo (em que merecia estar, diga-se). O objetivo era que "metessemos uma cunha" ao presidente Lula, figura então poderosa no cenário internacional, à luz da nossa particular relação com o Brasil, para ele ajudar a esse objetivo. Fizemo-lo discretamente, da forma e com a argumentação que entendemos mais adequada, Lula interveio, esse país acedeu ao grupo e, há momentos, lá vislumbrei o respetivo líder na reunião do G20. Chama-se a isto ter uma política externa global e ser respeitado internacionalmente pelos outros (por quem pede e por quem aceita o pedido). Poucos países com a nossa dimensão se podem orgulhar disto.

Entrevista ao "Público" e à Rádio Renascença

  Ver aqui:  https://vimeo.com/1159303777