Os blogues, algum jornalismo e a saloiíce lusitana dão-lhes pasto para afirmação. São os contestatários militantes do senso-comum, os abaladores radicais do pensamento "mainstream", os desmancha-prazeres de qualquer fumo de consenso. São os "arrebentas" mediáticos.
Quando, por um qualquer processo coletivo de sentimento partilhado, acaso se cria pela sociedade publicada uma linha de atitude comum, logo eles surgem, ao cair do post ou da colunazinha, no seu papel de observadores endemicamente heterodoxos, à cata da originalidade, sempre "do contra": "Ai toda a gente acha isso? Pois eu, não senhor!" Aconteceu agora com a reação àquilo que Dijsselbloem afirmou. Passadas umas horas sobre o zurzimento do tipo dos caracolinhos, lá vieram eles, rasteiros, a roer a corda.
Há quem ache graça ao estilo, quem se divirta com a originalidade, enfim, quem os leve a sério. O subdesenvolvimento também é isto.