Ontem, alguém lembrava: "aquilo em França é tudo em "on": é o Macron, é o Fillon, é o Hamon, é o Mélenchon...".
Se a direita democrática não se vir livre rapidamente de Fillon (o nível de assistência ao comício no Trocadero, em Paris, daqui a horas, pode ser um fator decisivo - e, em princípio, vai chover), colocando Alain Juppé no seu lugar, a probabilidade de ter Emmanuel Macron no Eliseu é muito elevada. Grande parte do PS, que não aceita Hamon, está a passar-se para o seu lado.
Macron afirma que não é nem de direita nem de esquerda - o que é uma frase típica de quem é de direita, como a História nos ensina, sem uma única exceção. (A regra é igualmente válida para quem diz que "essa coisa de esquerda e direita é uma dualidade ultrapassada e sem sentido")
Faz-me lembrar um colega da Carreira, um homem simpático que, para o meu gosto, tinha uma coreografia opinativa demasiado mimética com os poderes de turno e que um dia apregoava, em tempos de prevalência conservadora pelos claustros, ao serem-lhe lembradas algumas anteriores ligações à esquerda: "eu não sou de esquerda nem de direita, sou alentejano". Tá bem, abelha!
