Sou sportinguista, com imenso orgulho em sê-lo e sem que a minha afetividade clubista seja minimamente afetada pelos resultados do clube no futebol. Era só o que faltava!
Serve isto para deixar claro que, respeitando embora a decisão dos sócios em manter à frente do clube o atual presidente, que reconheço que fez alguma obra no equilíbrio financeiro, não me revejo minimamente no estilo e na forma da sua liderança.
O que essa figura afirmou no final das recentes eleições envergonha muitos sportinguistas, embora, aparentemente, rime bem com a javardice de muitos outros. Argumentar que é preciso mostrar uma frontalidade agressiva face aos principais adversários é colocar-se ao "nível" das insalubres lideranças e do fanatismo acéfalo de muitos apoiantes dos mesmos - e não parece que isso seja um "benchmark" recomendável para um clube como o Sporting Clube de Portugal.
Continuo a repetir o que digo há muitos anos: a prova provada da grandeza do Sporting é o facto de, nas últimas décadas, ter conseguido resistir à mediocridade de muitos dirigentes que por lá têm passado. E, uma vez mais, isso vai acontecer.