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sábado, março 18, 2017

Isto é o da Joana?

Aconteceu-me há dias. Na Bertrand do Chiado. Perguntei se tinham um determinado livro e fui informado de que não. Através do sistema informático, tentaram saber se, por acaso, alguma das outras lojas do grupo teria um exemplar. Não tinham. Perguntei se podia encomendar. A resposta foi curiosa, depois de inquirirem: "Não podemos encomendar. Não trabalhamos com essa editora". Qual era a editora? Uma esconsa e desconhecida impressora de vão de escada, com meia dúzia de títulos num reduzido catálogo? Nada disso: era a Imprensa Nacional / Casa da Moeda.

Anda estranho o mundo das livrarias. Já sabemos que os grandes grupos - que são proprietários de várias editoras - "compram" as mesas mais visíveis das principais lojas, onde exigem que sejam colocados exclusivamente os seus livros. O mesmo vale para os escaparates. Também temos conhecimento que, em muitas casas, salvo com "cunhas" ou simpatia dos donos, muitas editoras, em especial as mais pequenas, têm grande dificuldade em manterem à vista, durante algum tempo, os seus livros. E isso é o caminho para o sufoco comercial.

Tenho um cartão Bertrand (como tenho um cartão FNAC e outro Almedina). Mas perante este comportamento sectário da Bertrand, à revelia da simpática abertura que, no passado, sempre foi apanágio da casa, e que, ainda por cima, nos obriga a adquirir sacos de plástico (o que seria a gentileza mínima para os clientes que pretende fidelizar através do cartão), estou a pensar seriamente sobre se não deixarei de passar definitivamente pelas suas lojas. Custa muito quebrar um hábito com mais de 50 anos, mas a Bertrand tem o dever de servir bem os seus clientes e facilitar a vida em especial a quem por lá compra muitos livros, como é o meu caso. É que, como ontem dizia o advogado de Sócrates (não sei se referindo-se à procuradora-geral), "isto não é o da Joana"...

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