O governo polaco, descontente com Donald Tusk, seu opositor político interno, decidiu uma candidatura própria para a presidência do Conselho Europeu e, para tal, foi descortinar no Parlamento Europeu uma personalidade tida pela imprensa como "quase desconhecida", apontando-a como o seu candidato a esse posto. Essa tentativa saiu, em absoluto, frustrada e o nome avançado por Varsóvia foi clamorosamente derrotado, com a reafirmação da confiança em Tusk por parte dos outros 27 Estados.
Quem era a figura escolhida pelos governantes polacos? Um deputado de seu nome Jasek Saryusz Wolski, membro da direita local, o qual, por essa ousadia que se sabia politicamente suicida, se viu afastado da vice-presidência do Partido Popular Europeu.
E por que é que trago o assunto para aqui agora? Porque Saryusz Wolski é, há mais de duas décadas, um bom amigo pessoal. Com ele troco, nomeadamente no Twitter, mensagens que expressam as nossas profundas mas sempre cordiais divergências, sobre a política europeia, a questão ucraniana ou as relações com Moscovo.
Jacek foi, por algum tempo, meu contraparte polaco, como secretário de Estado dos Assuntos Europeus e nunca mais esqueceu uns filetes de pescada que um dia o levei a comer à "Primavera", bem como uma noitada no "Procópio", onde se queixou por então só por lá haver vodka "Moskovskaya"... É que, para ele, tudo o que for russo é tabu!
Um abraço para ti, Jacek!
