Na passada sexta-feira, durante um debate organizado pelo Instituto Europeu, da Faculdade de Direito de Lisboa, a propósito dos 30 anos de assinatura do Acordo de Schengen, alguém recordou que, na sequência do assassinato dos jornalistas do "Charlie Hebdo" em Paris, várias vozes se ergueram na Europa a culpar Schengen pelas facilidades que conduziram ato terrorista. Há anos, recordo-me de ter ouvido o mesmo, por ocasião de uns atentados em Londres.
A má fé, a desinformação ou o simples desconhecimento têm de ser combatidas com firmeza. Os terroristas franceses nasceram e viviam em França, da mesma forma que os assassinos britânicos eram nados e criados na Grã-Bretanha. Ah! e, além do mais, o Reino Unido não faz parte de Schengen!
