Rafael Ansón, presidente da recém-criada Academia de Gastronomia da União Europeia, é, nos seus 80 anos, uma figura de grande elegância, onde se não nota o efeito, que poderia ser considerado natural, de uma vida dedicada à arte da apreciação da boa mesa.
Num recente almoço em Lisboa, perguntei-lhe qual era o seu segredo: "Só como pouco e do bom". Antes que eu registasse a máxima, acrescentou: "... e do bom, muito!"
Não sei se vou conseguir seguir o conselho.
