Foi há pouco. Tinha o carro parado, com motor a trabalhar, janelas abertas, à espera de uma pessoa. Era uma avenida sem ninguém, em Lisboa.
A rádio estava ligada na Antena 2. Era um programa sobre poesia, aparentemente um espetáculo público, com apresentação de um brasileiro. A certo ponto, o apresentador convidou, em francês, outra pessoa a ler um poema em árabe, "não porque alguém vá perceber, mas para sentirem o caráter melodioso da língua". Achei graça ao exercício, aumentei um pouco o som e, durante dois ou três minutos, ouvi a "lenga-lenga", de facto sonoramente bela, do que seria o tal poema.
Estava eu nisto entretido quando, no passeio ao lado, surgiram duas senhoras, bem idosas. Notei-lhes o olhar grave, desconfiado, ao passarem junto ao carro, ao ouvirem uma litania em árabe, ainda por cima num tom enfático, quase de proclamação. Hum...! Um carro com o motor a trabalhar, sem quase ninguém por perto, num local deserto de Lisboa, de onde saía uma voz árabe! Não pode ser boa coisa! Vi-as subirem a rua, cochichando uma para a outra, deitando, a medo, miradas repetidas para trás, talvez levando os meus óculos escuros à conta de disfarce. Chegaram à esquina seguinte, pararam, deitaram um último olhar severo e desapareceram. Terão ido chamar a polícia?

felizmente estava em Portugal.Numa cidade inglesa tinha a policia a investigar em menos de dois minutos, como aconteceu mais de uma vez com amigos meus.
ResponderEliminarComo se diz na minha aldeia: "Quem tem cú, tem medo"...
ResponderEliminarah ah ah ah aqh
Sabe-se bem que os muçulmanos são os autores do maior numero de crimes em Portugal. E que os Árabes bombardeiam quase todos os dias um pais europeu por causa do petróleo.
ResponderEliminarO obscurantismo existe em muitos países por razoes diversas. Aqui próximo de minha casa tive um exemplo interessante : tendo acompanhado a minha Esposa numa casa de frutas e legumes, fui testemunha dum problema criado pela presença dum jovem com a pele muito escura ,grandes olhos negros, uma cabeleira negra que me causou uma certa inveja, e que tinha na mão um garrafa de sumo de laranja, que queria pagar com um cartão de crédito, que a empregada recusava por ser uma quantia inferior a 10 euros.
Um diálogo difícil entre a empregada e o cliente, que falava um francês incompreensível, levou-me a intervir para os ajudar. Perguntei-lhe se falava inglês e o sorriso de satisfação apareceu logo. Expliquei-lhe a situação. Não tinha dinheiro liquido. No momento de abandonar a transacção perguntei-lhe se vivia próximo. Sim, muito próximo , num grupo de apartamentos de estudantes estrangeiros. Ofereci-lhe de pagar eu o sumo e que depois , quando passasse por ali deixasse a soma ridícula à empregada que conheço bem. Assim fizemos. Os comentários da fila entretanto aumentavam porque era de certeza um emigrante ( como se os emigrantes tivessem cartões de crédito) a caminho das tendas de Calais, onde centenas de pobres desgraçados oriundos maioritariamente das antigas colónias britânicas procuram esconder-se nos camiões para ir para o Eldorado : A Inglaterra!
Já cá fora, voltei a encontrá-lo, agora acompanhado por outro individuo da mesma nacionalidade que encontrou por acaso e também vinha fazer compras.
O meu amigo "emigrante" era um estudante nativo da Índia (Delhi), que fazia um Doutoramento na INRIA, em Montbonnot, a 3 km da minha residência, organismo publico de pesquisa , dedicado às ciências e tecnologias do numérico.
Esta historia fez-me pensar no meu Minho natal, onde muitas vezes ouvia pessoas idosas e muito crentes tratar de "judeu" alguém que tinha tratado mal alguém ou mesmo o gato da casa ! Nunca pude fazer crer aos meus avôs que o Cristo era Judeu e não fazia mal a ninguém!
Como diz o JR de Oliveira ele há estado sólido, líquido, gasoso ... E islâmico...
ResponderEliminarOs árabes ! Sempre suspeitos!
ResponderEliminarNo passeio em frente da minha casa, uma familia árabe estaciona frequentemente ali o seu carro. Outros vizinhos já me disseram que aquilo era uma ousadia e que deveria intervir. Até a minha mulher quase chegava a caír na tentação...
Mas o passeio não é nosso !
- Mais tout de même ! O carro sempre ali encostado ao muro perturba os vizinhos...
- Pois é, coitados, vamos então começar a lá pôr o nosso em vez de o meter todos os dias na garagem...
José Barros
Não existe perigo S.Sócrates Vela por nós !
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