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sábado, novembro 08, 2014

Francisco George


Gosto do estilo de Francisco George, diretor-geral de Saúde. A sua figura é talvez um tanto atípica, aquele bigode seria "punido" se acaso tivesse de obedecer às regras militares de corte, o cabelo é um "must" que, um destes dias, abre um modelo nacional para os barbeiros. Mas os portugueses já perceberam que têm diante de si alguém que não utiliza a "langue de bois", que não esconde as dificuldades para efeitos polìticos, que sabe do que fala, que não se intimida perante os "cornetos" das Sónias Cristinas. E que atua, mobilizando equipas e meios, num domínio que gere sempre graves incertezas e dúvidas.

Francisco George, oriundo de uma linhagem médica familiar muito respeitável, é um grande "servidor do Estado", uma categoria que talvez não esteja na moda mas que fui educado a respeitar. Perante a rotação de alguns meninotes arrogantes pelas cadeiras do poder, a manutenção de Francisco George no lugar, há muitos e bons anos, mesmo depois de mudanças drásticas na governação, mostra que ainda sobrevive uma réstea de bom senso em setores da nossa classe política. Nas gripes, no ébola ou na "legionella", ao atentar nas declarações de Francisco George, que lida com essa coisa definitiva que são as ameaças à vida, nossa e dos nossos, ficamos com a sensação, talvez estranha em face do resto que por aí vai, de que ainda há alguém "in charge".

Re - "Visão"

Ontem, na estação de serviço, a empregada a quem mostrei os quatro exemplares da revista "Visão" que ia comprar perguntou, curiosa...