A possibilidade de Isabel dos Santos vir a adquirir a PT fez subitamente emergir, na nossa imprensa, uma classe agora muito em voga (e a preços baixos): os escribas "do bago".
Leiam-se algumas das ácidas diatribes editadas nos últimos dias contra a iniciativa da filha do presidente angolano, num claro reflexo de outros interesses, alguns dos quais há muito combatem as incursões angolanas pelos nossos meios empresariais. No outro extremo de opinião, apreciem-se alguns dos que incensam essa salvífica intervenção lusófona, como se fosse a pátria que, através dela, se regenerasse.
Eles, esses escribas "do bago", estão hoje um pouco por toda a parte, neste tempo em que mandar bitaites sobre negócios empresariais é de bom tom e em que fazer análises serenas e ponderadas sobre as vantagens/desvantagens de certos investimentos, com raras exceções, parece ter passado já de moda. Qual é a minha opinião sobre a iniciativa de Isabel dos Santos? Não tenho ou, como dizia a outra, "sei lá!"
Termino apenas com um conselho: olhem para a composição do capital das empresas de comunicação social, vejam as posições que tomam e "façam as contas". É tão simples...
