Ninguém pareceu notar um nome francês ontem anunciado para a administração do Banco Espírito Santo: Xavier Musca.
E, no entanto, ele é um nome bem conhecido em França, onde desempenhou um lugar de relevo como secretário-geral da Presidência da República, ao tempo de Nicolas Sarkozy. Como eu, vários diplomatas portugueses privaram com Musca, aquando de encontros mantidos no Eliseu. Recordo diversas discussões sobre as finanças portuguesas e europeias, temáticas que o "sherpa" de Sarkozy para as reuniões do G8 seguia e dominava com uma grande competência.
Após a derrota de Sarkozy, Musca foi para diretor-geral do Crédit Agricole. E tudo indica que seja em representação do parceiro francês do BES que Xavier Musca vai surgir na nova administração.
