Foi quase uma hora de futebol, num quarto de hotel de província. O "mute" garantiu que nenhum comentário de "especialistas" se interpunha entre mim e o que pude ver do excelente e emotivo Nigéria - Bósnia-Herzegovina. E, com a vitória da seleção africana, o resultado final agradou-me.
Sempre que posso, gosto de ver futebol na TV sozinho, sem som, pelo simples prazer da coreografia do jogo ou, o que em mim é raro, tomando partido por uma das equipas. O ruído de fundo distrai-me e os comentários cansam-me.
Amanhã, Portugal vai jogar com os Estados Unidos. Tenho alguma pena de não poder ver o jogo, mas vou estar ocupado a essa hora. Desejo ardentemente que ganhemos, quanto mais não seja para revertermos a nossa sorte, nesta nossa jornada brasileira. Os portugueses no Brasil merecem que Portugal lhes proporcione uma alegria. Além disso, uma prestação positiva da nossa seleção permitiria perceber melhor como o Brasil contemporâneo nos olha. Eu sei que uma "Copa" não é necessariamente um lugar de "experimentalismo" sociológico coletivo, mas podem crer que isso seria imensamente interessante.
