Num novo espaço de exposições, numa das saídas de Paris, foi reconstruída, para prazer de memória de muitos, nos quais me incluo, a famosa casa Arpel, que foi cenário de algumas das cenas mais hilariantes do filme "Mon Oncle", de Jacques Tati.Servido por uma música que diversas gerações identificam com facilidade, este primeiro trabalho a cores de Jacques Tati, de 1958, constituiu, ao tempo, um grande êxito em Portugal.
Tati já tinha feito o genial "Jour de Fête" e o "Vacances de Monsieur Hulot". Ao "Mon Oncle" seguiu-se o "Playtime", onde o ridículo da modernidade voltou a ser o tema central.
A retrospectiva da sua obra, que a Cinémathèque française agora iniciou, foi o pretexto para esta reconstituição. Para quem, por acaso, possa não ter desistido de sonhar, rever os filmes de Tati é quase uma obrigação eterna.