sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Ato de contrição



Há cerca de um mês, publiquei por aqui uma nota "devastadora" sobre o disco de Sérgio Godinho e Jorge Palma, que reproduzia um concerto feito em Sintra. Um amigo que esteve no espetáculo disse-me, entretanto, que o espetáculo havia sido muito melhor do que o disco.

Na noite de ontem, fui ao Coliseu ver o novo espetáculo da dupla. Foi uma belíssima sessão, muito bem construída, duas horas de excelente música.

Faço aqui um ato de contrição. Repetindo aquilo que Fernando Henrique Cardoso disse um dia, quando chegou a presidente do Brasil, a propósito da sua obra académica anterior, "esqueçam tudo o que escrevi".

4 comentários:

Luís Lavoura disse...

Sempre ouvi dizer que o Sérgio Godinho é muito melhor no palco do que gravado.
Já agora, uma pergunta: quanto custou o bilhete do concerto?

Anónimo disse...

Ó Luís Lavoura, acha?!

Anónimo disse...

Há cá cada uma! Então a música em palco é muito melhor do que gravada?
As únicas situações que me ocorrem, em que a "música" é bem pior gravada do que em palco, será com a Lady GaGa, com a Beyoncé, ou então com a Britney speares. Nesta até dizem que nos bastidores a coisa é do outro mundo...
O problema é que o Sérgio Godinho e os outros coincidiram com o Zeca, ou o Zeca já tinha acontecido... pois...

Francisco Seixas da Costa disse...

O Anónimo das 23.01 leu mal. Na gravação de um concerto as vozes ficam sempre mais "limpas" o que, quando é o caso, sublinha a sua eventual fragilidade. Foi o caso.