domingo, 20 de fevereiro de 2011

Resignação II

"Estivemos no limite da banca rota", escreveu a agência estatal Lusa, julgando citar Pacheco Pereira.

Manifesto a minha solidariedade pessoal com a opção do jornalista: sempre é preferível ter a "banca rota" do que cair na "bancarrota".

Não se pode... ensiná-los? Ou será já irremediavelmente tarde?

17 comentários:

António P. disse...

Caro Embaixador,
Irremediavelmente tarde não será mas quando os professores são iguasi aos alunos diria que vai demorar muito tempo.
Um bom domingo aí por Paris

Santiago Macias disse...

Temo que seja desgraçadamente tarde, embora o meu ceticismo seja crónico.
Ainda não há muito tempo tive de analisar o currículo de um jovem que solicitava um estágio. Pude ler, com pesar, esta frase fatal: "Tendo concluído um baixo relato em (...)". Confesso que já não li o resto.

Gil disse...

A qualidade do português escrevinhado pela maltosa da comunicação social portuguesa é confrangedora.
Já há tratados sobre isso...

Rubi disse...

Acontece que as agências e os jornais estão nas mãos dos estagiários, porque não se quer pagar. E os estagiários sabem o que sabem, têm muito a aprender.

Anónimo disse...

Bem ...

Também pronto, já que vem a propósito e eu não sei responder à sua complexa questão...

Aí vai então...

Um tributo às Senhoras...

Principalmente à Sua...


Depois do meu desporto favorito, andar a andar a falar e a conversar dialogando e comunicando, só é viável com mancebas do género feminino...

Tomo dramáticamente consciência que é domingo, que não tenho nada definido para o almoço , que ontem dei-me ao luxo de pintar as unhas à francesa...

Vai daí...O meu susto, marido e filhos a viver quase sempre em trás-os-montes,logo a achar que só eu tenho obrigação...

E uma ideia luminosa...

Entro no louva a Mulheres desprotegidas, não casadas com homens que as levem a almoçar fora...

Compro duas caixas de morangos (Quase não têm calorias)
Alface, tomate, cenoura, rúcula...

(Tenho arroz feito)

E um franguinho assado ...

Ta ta ta tam...
Tudo pela módica quantia de 10€

E estou livre ...
Nem sempre!!!...Nem Nunca
Isabel Seixas

Anónimo disse...

Adorei a banca rota, género calças rotas. Para a banca rota, pode recorrer-se a um carpinteiro para lhe deitar um remendo. Quanto à bancarrota, costuma pôr o pessoal de calças na mão, geralmente bem rotas. Mas estão na moda. Já agora, bancarrota vem do italiano bancarotta: banca (banco) + rotta (quebrado). Daí a banca rota: a banca, se é de madeira, pode quebrar, abrir buracos. Na bancarrota fica tudo sem conserto. Assina BPP/BPN/SCP (em vésperas do derby da 2.ª circular, sem ofensa, porque há muitos candidatos a consertar e a desconcertar).

Anónimo disse...

Sr. Embaixador,
O jornalismo, profissão "Mui Nobre" exercida por gente frontal, tem sido nos últimos anos, caminho tomado por muitos alunos para fugir ao que dizem, da matemática. O resultado está à vista de todos...baralham os números e vilipendeiam as letras.

Eduardo Antunes

Anónimo disse...

Caro Santiago Macias,

A do "baixo relato" é uma pérola ao nível do "bode respiratório", da "tosta mística", entre muitas outras.

O problema é que há detentores de cargos importantes que também dão calinadas no português.

Tive uma chefia assim e eram tantas as asneiras que a equipa conseguiu fazer um mini dicionário.

Isabel BP

Helena Sacadura Cabral disse...

É um facto semelhante ao do Festival de Beirute, que uma pretigiada e muito viajada locutora referiu na televisão. Eu ouvi. Claro que devia ser o dos mísseis, muito audíveis nessa altura...
Não digo nome nem salário, mas pertence ao grupo dos iluminados a quem Deus perdoa, porque não sabem o que fazem!

Anónimo disse...

a banca rota também existe ..... tal como a bancarrota....
penso mesmo que a dernière vem da outra! O BPP, o PBN, etc, por exemplo acho que são da Banca Rota!

Anónimo disse...

Meu Caro,

O que eu me ri com a leitura e,sobretudo a imagem ,de bancos rotos..E,já agora,com alguns dos comentários e exemplos coadjuvantes.
Para a próxima vez que comer em pastelaria vou experimetar uma "tosta mística";pode ser que seja melhor do que as porcarias que nos servem com "fiambrino".

Abraços procopianos
JVJ

cunha ribeiro disse...

Caro ANTÓNIO P:
Os professores são iguais aos alunos!? São piores! Basta ver o tratamento que têm do Ministério do Eduquês. Abaixo de... " vocês-bem-sabem"...
Num ambiente mau, até os bens tendem a ser também maus... Não acha?

José disse...

De facto há bancos rotos, há relatos muito baixos e muitas místicas.

É exatamente por isso, que largos setores de cidadãos andam rotos nas ruas, em casa, nos empregos.

Atenção às próximas movimentações em Lisboa...

Anónimo disse...

É pena não se poder fechar um país para balanço...
Os jornalistas são o reflexo da confusão que vai, agora,nas cabeças dos portugueses...
Sabem que "a vida está dificil", mas suspeitam que a culpa pode não ser dos dirigentes actuais e que se houver eleições ficará "tudo" na mesma...
E o "tudo" inclui o "Pão, a Saúde e a Educação", a Paz...(recordações dos anos sessenta/setenta).
Sei lá...

Guilherme Sanches disse...

Um belo post, um sorriso de dentro, num dia em que parece que os clientes convocaram uma manif para e-reclamar tudo...

Ao contrário do anónimo que diz que "os jornalistas são o reflexo da confusão que vai, agora,nas cabeças dos portugueses", eu direi que grande parte da confusão que vai na cabeça dos portugueses é o reflexo da comunicação social que temos. Ou dos jornalistas que a fazem. Como queiram.

Um abraço

Anónimo disse...

falar muito nao significa falar bem

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Não deixa de ser incrivelmente irónico que o senhor se queixe de que outros escrevem com erros... quando você também faz o mesmo - e os seus até são piores - porque decidiu «resignar-se» ao «acordo ortográfico»... que deixa a nossa língua «rota»!