domingo, 6 de fevereiro de 2011

"Contrepourrisme"

O programa humorístico "Les Guignol" inventou, esta semana, o conceito de "contrepourrisme" ("contre" ou "pour"), para qualificar a atitude diplomática de alguns países ocidentais face aos regimes cadentes na Tunísia e Egito e às revoluções que os assolam - que passaram de um apoio mais ou menos explícito ao "statu quo ante" à súbita colagem às virtualidades da revolta popular que se voltou contra os mesmos, acompanhada por uma fervorosa denúncia de autoritarismos que, durante décadas e até semanas antes, ninguém parecia ter notado.

Esta diplomacia do embaraço não se ficou, contudo, deste lado do Atlântico. Com efeito, ela afetou igualmente a administração americana, com o espetáculo, pouco comum, de vermos um enviado especial de Washington ao Cairo vir a assumir posições públicas que contrariam a linha oficial do seu próprio governo.

Os dias não estão fáceis... 

9 comentários:

cunha ribeiro disse...

O "contrepourrisme" podia ilustrar-se no seguinte diálogo de Ex-amigos-recentes:

XIS: - Olá,estás bom?
ZÊ: - Desculpe, não o conheço!
XIS: - Eh! Não brinques comigo... Não fomos ontem os dois jantar ao Gambrinus?
ZÊ: Quem, eu?!!!?

Anónimo disse...

Em França também se fala MAM (MirAMdês)?

Anónimo disse...

A visão do ocidente para a zona do médio oriente e norte de África chama-se controlo de custos. O ponto de agenda com real interesse para Americanos e Europeus é o petróleo, o que convenhamos não rima com liberdade e democracia. Abrir a caixa de pandora sem perceber o custo que daí advém para as economias ocidentais é um passo ariscado que ninguém quer assumir, a Realpolitik continuará a prevalecer enquanto não se conhecer o valor da factura.
Eduardo Antunes

DL disse...

Senhor Embaixador,
Extrapolando o conteúdo do seu post, podemos imaginar um dia em que os governos europeus e dos EUA virão elogiar a coragem dos manifestantes chineses "que se batem pela democracia", após tantos anos de "cooperação económica" com o regime autoritário que durante décadas se esforçaram por ignorar.

Anónimo disse...

Os dias não estão fáceis... In FSC

Ainda Bem ... Do ponto de vista do desafio, precisamos de estímulos...
E...O Amen, O Venha a nós o Vosso Reino não são per si respostas equitativas...

De modo que ...
É assim, se calhar já era previsível, pergunte a quem acredita no destino da essência genuína da manjedoura/Berço da proatividade...

Isabel Seixas
Permiti-me fazer um intervalito na leitura de um relatório cientifico,coitadinho faz-me equacionar seriamente se mereço ser remunerada...

juliomoreno disse...

Senhor Embaixador:
Diz V.Exa. hoje, como talvez já ontem o tivesse também dito, que os dias não estão fáceis e eu concordo em absoluto.
Gostaria, porém, de, do "alto" (ou do "baixo", não sei bem!...) dos meus 74 anos, acrescentar apenas que nunca o terão sido e que a habilidade estará, precisamente, em fazer com que o pareçam...
Cumprimentos

Helena Sacadura Cabral disse...

Ó Senhor Embaixador então "os dias não estão fáceis"?!
É preciso ser otimista. O Irão é que me preocupa. E os States, que parece que não sabem se são "pour" ou "contre".
Felizmente em Portugal parece estar tudo bem, com toda a gente a aceitar a dupla triburação no audio visual, na gasolina, nos transportes, etc. etc.
Pelos lados de Mubarak os ânimos já estão mais calmos e o partido proibido da Irmandade já se senta à mesa das negociações.
O que é preciso é otimismo!

juliomoreno disse...

Senhor Embaixador:
Diz V.Exa. hoje, como talvez já ontem o tivesse também dito, que os dias não estão fáceis e eu concordo em absoluto.
Gostaria, porém, de, do "alto" (ou do "baixo", não sei bem!...) dos meus 74 anos, acrescentar apenas que nunca o terão sido e que a habilidade estará, precisamente, em fazer com que o pareçam...
Cumprimentos

Anónimo disse...

Passou uma gralha... De facto é "Les Guignols". Só acontece a quem escreve...

Cumprimentos

Manuel Antunes da Cunha