quarta-feira, janeiro 08, 2025

Steinbroken


Cruzei-me com ele à saída do Panteão, sob a chuva infernal desta manhã. Descia, ligeiro, em direção de Santa Apolónia. A cara, que olhei de raspão, dizia-me alguma coisa, mas o chapéu de chuva (divertido tipicismo semântico dos lisboetas para um simples guarda-chuva), pressionado pelo vento forte, rapidamente o cobriu. Ao fundo da rua, já ao pé do Estado-Maior, a matrícula diplomática do carro em que apressadamente entrou confirmou a minha suspeita. Era ele, era o meu colega Steinbroken, ministro plenipotenciário finlandês. Reconheça-se que foi um gesto bonito do diplomata da Finlândia ter querido estar presente em Santa Engrácia, na homenagem ao Eça. A bem dizer, Steinbroken deve quase tudo ao escritor.

Não tenho juízo

Comprometi-me a entregar a uma editora um texto para dali se fazer um livro. Estou atrasado na escrita, claro. Vivo sob uma sensação de auto...