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quinta-feira, agosto 31, 2017

Turismo

Ouvir Toni de Matos na FNAC do aeroporto de Lisboa é uma nova e curiosa sensação, neste Portugal 2017. Confesso que se fosse Quim Barreiros ou Toni Carreira, a seguir a Keith Jarrett ou Madonna, era a exatamente a mesma coisa. Já nada nos espanta e tudo espanta o estrangeiro visitante, que nos olha como o seu novo objeto etno-antropológico. O bandido do restaurante gatuno da Baixa vem já incluído no pacote de viagem de quem se prepara psicologicamente, antes de cá chegar, para ser assaltado no 28 dos Prazeres ou que é alvo preferido da "pancada" no bolso dada pelo taxista vígaro do aeroporto. Depois, com um azulejo e uma guitarra de plástico, vendem-lhe como típico o pastel de bacalhau com queijo da serra. E se alguém, no Porto, tiver a ideia de lançar um pudim abade de Priscos lardeado com tripas, aposto que também "marcha". É que, por estes dias, já vale tudo, nesta máquina registadora chamada Portugal. Dias felizes, não é, Mário Centeno?

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