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sábado, agosto 19, 2017

O caminho para França

O meu pai, por um "vício" de educação cuja origem nunca percebi bem, era um "maníaco" da língua francesa. Desde a sua infância, em Viana do Castelo, dedicou-se ao culto e estudo aprofundado do francês. 

Tinha uma bela coleção de gramáticas, dicionários e manuais, que herdei, era um "colecionador" de expressões idiomáticas e, desde a minha entrada para o liceu, foi de uma extrema exigência comigo em matéria de correção da pronúncia e ortografia - o que me valeu ter sempre boas notas a francês no liceu, embora ele próprio qualificasse o meu conhecimento da língua apenas com um "pas mal" (no que estava, confesso, bem certo). 

Durante mais de vinte anos, sem com isso ganhar um tostão, em Vila Real, o meu pai dedicou-se a dar explicações a filhos de familiares e amigos - creio que sempre com imenso prazer. Era um francófilo como poucos, num país que, infelizmente, deixou de os ter.

Divertido, ele repetia às vezes a história de um seu amigo vianense, menos dotado para a língua de Molière e Macron, mas que, não obstante, sempre se empenhava em ajudar os turistas franceses que, nos tempos de férias, atravessavam a cidade.

Com orgulho, esse amigo contava: "Ali, ao pé do Hotel Aliança, quando eles querem ir para Espanha, em direção a França, eu indico-lhes: "sempr'en frent" e eles nunca se enganam na estrada para a fronteira".

Na " Visão"

A coluna semanal de José Carlos de Vasconcelos é dos textos que raramente falho na leitura da "Visão". O Zé Carlos escreve um ...