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segunda-feira, agosto 21, 2017

As mulheres de Viana

Foto de Antero de Alda

Ontem, ao passar por algumas quelhas de Viana do Castelo, fugindo ao calor, vi frases feministas sujando o branco das paredes, com aquela "coragem" com que o anonimato impune permite a alguns (neste caso, devem ser algumas) estragar a limpeza da propriedade dos outros. E achei estranho. Por ser em Viana.

É que estávamos nas Festas da Senhora da Agonia. E as Festas são da mulher. A romaria é feita em torno da mulher, dos seus trajes, da sua música - as vozes femininas predominam em absoluto, nos cantos folclóricos vianeses ou vianenses (com alguma "doutrina" a dividir-se no uso do adjetivo).

A etnografia em torno dos trajes dedica muito pouco espaço e atenção aos homens, como ficou bem patente na Festa do Traje e no Cortejo - ambos agora renovados na linguagem, no ritmo e nas prioridades reveladas. É que, tirando o colorido de algumas faixas, o homem de Viana que acompanha as lavradeiras "distingue-se" apenas imensa simplicidade da roupa que veste (a exceção é o bordado das camisas típicas - este ano ganhei uma, belíssima, que ostentei com grande orgulho num dos dias).

Por isso, repito, a festa é das mulheres, elas é que são as donas da romaria. Para quê encher as paredes de Viana de sisudos apelos feministas?

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