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segunda-feira, agosto 28, 2017

Dez anos depois

Passam hoje dez anos sobre a data do falecimento do meu pai. Quis estar em Vila Real neste dia. Sinto uma imensa serenidade ao lembrar a morte, aos 97 anos, de um homem que teve um casamento muito feliz, de mais de meio século, uma carreira profissional plenamente realizada, uma vida quase sem maleitas, em que fez grandes amigos sem criar um único inimigo, em que viajou por quase todos os lugares que quis conhecer, sem grande fortuna mas também sem problemas financeiros. Quantos me leem, pela presença frequente do meu pai em histórias que por aqui conto, já devem ter percebido a importância que ele teve na minha vida, uma vida em que tantas vezes discutimos sem nos zangarmos, em que confrontámos temperamentos que eram muito diferentes. Às vezes, ao citá-lo tanto, temo estar a cometer uma grande injustiça para com a memória da minha mãe, que desapareceu uns anos antes dele, a quem devo muito do que sou como pessoa, nos valores e até na atitude perante a vida, que muito mais se aproximava da minha. Este não é, contudo, um post nostálgico: não tenho ilusões, tenho plena consciência de que os meus pais não poderiam estar hoje comigo, em condições de eu os poder fruir. Pode parecer estranho, mas é uma grande alegria o sentimento que hoje sinto por ter tido o privilégio, como seu filho único que fui, de os ter tido como pais e de poder recordá-los assim, de uma forma serena e feliz. Para sempre.

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