Lisboa está a arrefecer. Aos poucos. Sopra um vento leve, setembrino, que põe acalmia na caloraça infrene que nos dominava os dias e noites. Temos tendência a ter estados de alma sobre o tempo: "Que belo dia!" ou "que dia chato!", quando, na realidade, se as coisas nos correm bem ou mal, até os maus dias passam a bons e um sol de "National Geographic" pode servir de cenário para uma neura. Hoje, repito, de um momento para o outro, neste final de tarde, Lisboa arrefeceu. É bom? É mau? É a vida, como dizia o outro.