O meu colega e amigo Luís Castro Mendes, ministro da Cultura, que transitou entre dois palácios que são a verdadeira cara do país que temos - das Necessidades para a Ajuda -, lançou mãos à obra do "fechamento" do Palácio desta última. Que todos os anjos e querubins o protejam na consecução da empresa. Se a "geringonça" tiver conseguido tornar irreversível o completamento daquela "santa ingrácia", eu voluntario-me para ir ao primeiro comício da história dos Verdes...
O "Expresso" publicou ontem a "solução" arquitetónica encontrada. Devo dizer, com franqueza, que me é quase indiferente, desde que se acabe, de uma vez por todas, com a vergonha daquilo que lá está. A imagem é, creio, elucidativa.
É claro que, agora, vão aparecer os "espertos", os que queriam um "fechamento" mais clássico, os que iam para o vidro e outros materiais, os que acham que a maquete parece a sede da Caixa Geral de Depósitos, etc. Vai ser um fartote de debate. Até eu, se calhar, vou meter a minha colherada, achando que o que ficava bem era atirar abaixo aqueles proto-arcos e proto-janelas, abrindo por completo o pátio a poente - solução barata e rápida, mas que imagino que deve arrepiar os puristas, os quais, no entanto, viveram toda a sua vida serenos com aquela vergonha!


