"Convém-lhe mais às três ou às três e meia?"
A pergunta era feita por um amigo, que me convidara para fazer uma palestra numa universidade, fora de Lisboa.
"Talvez às três e meia...", respondi-lhe, já a pensar em não ter que apressar a almoçarada. Já que ia àquela cidade, aproveitaria para ir comer nesse dia a um restaurante de que me haviam falado muito bem.
O leitor perguntar-se-á que diabo tem este curto diálogo de notável para ser aqui reproduzido. De facto, nada. Ou melhor, talvez a circunstância da data da palestra ser em meados de novembro possa demonstrar que este país, afinal, organiza o seu futuro.
