Cenário: balcão de uma cafeteria no aeroporto de Pedras Rubras, Porto, ao final da tarde de hoje. Diálogo entre mim e a empregada:
- Queria um quarto de Pedras, natural.
- Está doente?
- Não...
- Então não vai um fininho?
- A esta hora não.
- Olhe que lhe fazia bem. A água enferruja...
- Não, prefiro a água.
- O senhor é que sabe. E vai comer o quê?
- Não sei bem. Talvez um croissant.
- (Baixo) Os croissants já têm muitas horas.
- Então o que é que aconselha?
- Tenho aqui umas "sandes" de panado espetaculares. Frango ou porco?
- Não sei se me apetece um panado...
- Come um panado, sim senhor! Vá por mim...
- Pronto, está bem! Um panado de frango.
- Não se vai arrepender. Mas não vai comer o panado com Pedras, não é?
- Então?
- Vai beber um fininho, tirado aqui pela Adelaide. Ainda me vai pedir outro, vai ver...
E eu, que tinha pensado "aconchegar" o estómago com um inocente croissant e uma casta Água das Pedras, saí dali depois de comer uma valente "sande" (era assim que estava no letreiro) com um imenso panado e um fino (só um, vá lá!). Muito bem tirado.
O comércio é arte e simpatia. No Porto.